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  • Formação município de Carlos Gomes I
     

    No dia 21 de fevereiro de 2013, teve inicio o ciclo de formação continuada com os professores das redes municipal e estadual do município de Carlos Gomes/RS. Serão 30 horas de curso e o primeiro encontro foi permeado de atividades práticas e descontração. Com o tema "Imagem e (Auto)imagem" as professoras Alexandra Beatrici e Samile Drews trabalharam os quatro pilares da educação: aprender a ser, aprender a conviver, aprender a aprender e aprender a fazer. Alguns momentos ficaram registrados em fotos.

     
     
     
      
     
     
     
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  • Formação em Entre Rios do Sul




    No dia 21 de fevereiro de 2013, aconteceu no município de Entre Rios do Sul, o encontro de formação continuada com os professores das escolas daquela localidade. Os atores Adriano Massaro e Diego Pedroso, trabalharam com os professores o tema: "Motivação, consciência e prosperidade: um olhar paralelo". Foram momentos alegres e permeados de significado.









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  • Formação na Escola Estadual em Capoerê


    No dia 18 de fevereiro de 2013, os professores da Escola Estadual Roque Gonzales, distrito Capoerê, estiveram reunidos nas dependências da escola para encontro de formação continuada sobre o tema Avaliação.
    As atividades de debate foram conduzidas pelas professoras Alexandra Beatrici e Paula Zanotelli, que entre outros aspectos destacaram a necessidade do processo avaliativo dinamizar oportunidades de ação - reflexão, num acompanhamento permanente do professor, propiciando ao estudante em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo.
    A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana, destacaram as professoras.













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  • 2013
     
    2013 INICIOU COM MUITAS NOVIDADES!...
     
    EM BREVE ESTAREMOS POSTANDO A AGENDA DE FORMAÇÕES.
     
     
    ABRAÇOS
     
    EQUIPE ACP

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  • FÉRIAS
     
     
     
    2012
    FOI UM ANO DE MUITOS COMPROMISSOS, VIAGENS, TRABALHO, APRENDIZAGENS E REALIZAÇÕES.
    CHEGOU O MOMENTO DE DESCANSAR...
    FÉRIAS: 29 DE DEZEMBRO.
    RETORNO: 01 DE FEVEREIRO DE 2013.
    ATÉ BREVE.

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  • AGENDA ACP NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2012 DIAS:  29/10 - 07/11 - 29/11- Escola Estadual de Ensino Fundamental Lourdes Galeazzi
    TEMÁTICA: Bloco Inicial de Alfabetização - Atividades práticas globalizadas

    DIAS: 01/11 - 12/11 - Escola Estadual de Educação Básica Viadutos
    TEMÁTICA: Projetos Interdisciplinares - Avaliação da Aprendizagem

    DIA: 31/10 - 28/11 - Associação dos pais e amigos dos excepcionais -APAE
    TEMÁTICA: Resolução de Problemas - práticas vivências de psicomotricidade - atividades permanentes.

    DIA: 08/11 - 13/12 - Centro Educacional e Cultural Algodão Doce - Concórdia/SC
    TEMÁTICA: Jogos e brincadeiras na Educação Infantil - A organização da rotina: atividades permanentes e diversificadas

    DIA: 20/11 - 07/12 - Prefeitura Municipal de Marcelino Ramos - Formação com os professores
    TEMÁTICA: Continuação dos estudos e elaboração da Proposta Curricular do Ensino Fundamental I

    DIA: 23/11 - Prefeitura Municipal de Barão de Cotegipe - Formação com os professores
    TEMÁTICA: Resolução de problemas e as atividades permanentes e diversificadas na Educação Infantil

    DIA: 27/11 - Escola Municipal de Ensino Fundamental Benjamin Constant - Cidade:Benjamin Constant
    TEMÁTICA: Imagem e Auto-imagem da profissão professor

    DIA: 13/12 - Escola Estadual de Ensino Médio Professora Fernandina Rigotti - Itatiba do Sul
    TEMÁTICA:  Avaliação do ano leltivo através de vivências de grupos.








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  • Segundo Encontro de Formação com as professoras da Educação Infantil/Barão de Cotegipe


    Aconteceu no dia 26 de outubro de 2012, o segundo encontro de formação com as professoras da rede municipal de Barão de Cotegipe. As professoras Alexandra Beatrici e Cheila Milczarek, desenvolveram atividades referentes à estimulação da matemática no universo das crianças dos O aos 6 anos.
    Pela parte da manhã, as professoras tiveram contato com vários jogos e sugestões de atividades que auxiliam o desenvolvimento matemático e pela parte da tarde confeccionaram vários jogos para serem trabalhados com as crianças das escolas municipais.
    Desejamos um ótimo trabalho e até o próximo encontro!
    Equipe ACP Educativa.



    Momentos Maravilhosos - Teoria e Práxis



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  • Algumas Leituras sobre a Importância do Sono na Educação Infantil
    Algumas professoras solicitaram artigos sobre o sono na Ed Infantil...aí estão alguns. Boa leitura!
     
    Sono Infantil

                O sono na infância é muito importante. A necessidade de horas de sono varia conforme a idade. O bebê, por exemplo, precisa de 16 a 20 horas de sono e até os três anos, a necessidade é de mais ou menos 10 a 11 horas a noite e mais uma soneca de dia. Não observar esta necessidade interfere no desenvolvimento da criança, pois é nas fases mais profundas do sono que o hormônio do crescimento é liberado.
                As horas de sono auxiliam também no amadurecimento neurológico da criança. Interromper ou impedir que a criança durma interfere neste desenvolvimento deixando a criança irritadiça, hiperativa, agressiva e interferindo na capacidade de concentração.

                Mas, também é importante ir para a cama na hora certa. O hábito que muitos pais têm de compensar a
    distância das horas de trabalho é estender ou adiar a hora do sono para assistirem juntos um filme, ou ajustar o horário de sono da criança com nossas necessidades. Cometemos dois erros nessas situações: primeiro, é preciso que a criança deite preferencialmente, sempre em um mesmo horário – isto estimula um sono tranquilo porque prepara a criança para aquele momento (tomar banho, colocar o pijama, ir para a cama, ouvir uma historinha e dormir), além de ajudar na disciplina; segundo, os filmes que passam à noite são para adultos verem, e não crianças. Ainda que pensemos que elas “não entendem” isso é um grande engano. 

                A percepção que as crianças pequenas têm do entorno é sensorial, o que facilita a captação dos estados emocionais transmitidos pelos filmes (os adultos estão em silêncio vendo o filme). Até os sete anos, a captação do mundo a sua volta é através de imagens e, convenhamos, os filmes, ou novelas não têm as melhores imagens capazes de educar ou influenciar bem uma criança. Por isso, é muito importante que respeitemos as necessidades de sono de nossos filhos que não são absolutamente as nossas necessidades de sono.

    Fonte:
    www.institutodosono.com.br

     

    ETA SONINHO BOM! - Revista Nova Escola

    O almoço da turminha de 3 anos no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati, em São Paulo, acontece diariamente às 11 horas. Logo em seguida, enquanto uma professora organiza a fila na porta do banheiro e põe pasta na escova de dentes dos pequenos, outra espalha os colchões pelo chão da sala. O ambiente está quase pronto. Depois de fazer o xixi e a higiene bucal, cada um vai para a própria caminha. A rotina muda com os de 4 e 5 anos. Como não querem perder um só minuto de brincadeira, eles resistem a esse hábito. Para que descansem assim mesmo, são convidados a fazer atividades mais tranqüilas, como manusear livros e desenhar. Os que sentem vontade de tirar uma sonequinha encontram colchões disponíveis em um dos cantos.

    A regra muda em cada escola de Educação Infantil. Em algumas, a hora de repousar vale para todos, sem exceção! Em outras, o que manda é a necessidade de cada criança. Umas vão para os berços, outras para os colchonetes.

    Nesse panorama tão variado, o que se destaca de maneira comum, no entanto, é a falta de formação e informação do professor, que, em grande parte das creches e pré-escolas, não conta nem mesmo com o tema dentro das diretrizes pedagógicas. " Isso deveria fazer parte das preocupações de qualquer profissional encarregado de cuidar de uma criança e educá-la", diz Magda Rezende, coordenadora do grupo de pesquisas Cuidado à Saúde Infantil, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

    O sono é importante para a aprendizagem, para a regulação da emoção e para o crescimento, além de ser uma necessidade fisiológica. Quando uma criança adormece, é porque está realmente precisando. O hormônio somatotrópico, também conhecido como hormônio do crescimento, é liberado durante o dia todo, mais ou menos a cada duas horas. Porém, é durante o sono mais profundo que ele é liberado em uma quantidade tão grande que estimula o desenvolvimento das células e a deposição de cartilagem nas regiões de crescimento.

    Pais viram alunos

    GRANDES COMPANHEIROS Bichos de pelúcia e outros brinquedos dão segurança na hora do descanso

    Além de cuidar da soneca das crianças durante o período escolar, é também função da equipe compartilhar o que sabe com os pais e responsáveis. "Logo no primeiro contato com a família, é importante investigar como os filhos dormem", diz Katia Chedid, orientadora educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Alteração de humor, dificuldade de socialização e atraso na fala e no crescimento são sinais de alerta para aprofundar a investigação. Esses problemas podem estar relacionados a noites maldormidas. Nesses casos, um neuropediatra deve ser consultado.

    Outra informação que você poderá passar aos responsáveis é que o sono é um mecanismo fisiológico que pode ser ensinado. Há crianças que não precisam de nenhum ritual para adormecer. Marcia Pradella, médica responsável pelo setor de pediatria do Instituto do Sono, em São Paulo, defende que os bebês a partir de 5 meses de vida têm capacidade de dormir sem a ajuda dos adultos. "É melhor que se aprenda bem cedo para, na adolescência ou na vida adulta, não necessitar de recursos como a TV ou mesmo medicamentos."

    Organização é tudo 


    Não há segredos para promover a hora do repouso. Em primeiro lugar, é preciso organizar os horários de trabalho dos funcionários da escola de acordo com a rotina dos pequenos - e não o contrário - para que eles não sejam acordados pelo entra-e-sai. Na Creche-Escola A Ciranda, em Viçosa (MG), os turnos contemplam as necessidades da criançada. "Um pessoal começa às 7 horas e vai até as 11, enquanto outro vai das 11 às 17 horas", explica a diretora, Luciana Fiel. "Dessa maneira, evitamos tumultos no momento de descanso, após a refeição."

    No que se refere ao espaço reservado para o repouso, Damaris Maranhão, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, recomenda que seja arejado, com luz indireta e isolado dos demais ambientes. "A área pode ser separada da sala de atividades por um vidro para possibilitar a supervisão constante." O local não precisa ser usado somente para esse fim, mas tem de estar sempre disponível para os que quiserem descansar.

    Até os 8 ou 10 meses, os bebês ficam em berços, que devem estar distantes uns dos outros no mínimo 60 centímetros. Depois que começam a descer deles por conta própria, o melhor é recorrer aos colchonetes colocados sobre o piso, como na Bryan Biguinati. "As crianças ficam seguras e livres para levantar quando quiserem", explica a diretora, Amélia Olave. O mais adequado é que os colchões sejam forrados com uma lona plastificada para facilitar a limpeza com água e detergente neutro.
    Cada criança tem de ter seu lençol e sua fronha. Mesmo se não forem trazidos de casa, devem ser de uso individual durante a semana. Isso evita a transmissão de pediculose (piolho), escabiose (sarna) ou outras doenças de pele. Para promover a segurança física e afetiva, cada um pode trazer objetos queridos, como bichinhos de pelúcia, chupetas e paninhos.

    É essencial ter um adulto sempre observando a turma. Uma criança pode acordar assustada ou indisposta e precisar de ajuda imediata. Não é raro também alguma delas querer brincar, morder o amigo que dorme ao lado ou mesmo tropeçar ao tentar se levantar. Tudo isso deve ser previsto. A babá eletrônica é outro bom recurso. Ela permite ouvir os ruídos que indicam algum desconforto, choro ou apenas que alguém já despertou.

    E se alguns querem ficar acordados? A situação é comum e acontece por vários motivos: mudança do horário da família no dia anterior, início de uma infecção, erupção de dentes ou simplesmente o temperamento. Para esses momentos, Luciana tem uma solução. Montar na sala um canto com livros, brinquedos, papéis, lápis de cor e outros materiais utilizados em atividades silenciosas para entretê-los.


    Os ritmos e a saúde


    CADA UM TEM UM RITMO Enquanto alguns dormem em colchonetes, outros brincam

    O tempo de sono varia de acordo com a idade. Um bebê recém-nascido dorme várias vezes ao longo de um dia. Esse comportamento se mantém até o terceiro mês em cerca de 90% dos casos. Os 10% restantes adormecem somente durante a noite desde o nascimento. Nesse período, ainda não é produzida a melatonina - hormônio que indica para o organismo que está na hora de repousar. Por isso, o nenê dorme conforme sua necessidade durante as 24 horas do dia. 

    Entre o terceiro e o quinto mês, o sono passa a se concentrar à noite. O bebê amadurece e o mecanismo que regula essa atividade também. Com 1 ano, ele repousa à noite e tira duas ou três sonecas durante o dia. A duração delas também não é rígida: para alguns, bastam 20 minutos, enquanto para outros são necessárias duas horas e meia. Depois dos 3 anos, a maioria das crianças deixa de repousar durante o dia. Para as que vêm de regiões onde até os adultos tiram a sesta, o hábito se prolonga. "É preciso sempre dispor de colchões para esses casos", diz Magda. 

    As necessidades e os ritmos também são diversos. O sono sofre influência do clima e da vida social. Se os pais vão para a cama cedo, provavelmente o filho fará o mesmo. O estado de saúde também é determinante e alguns transtornos podem se manifestar nessa fase. Eles são divididos em duas categorias: respiratórios (ronco e apnéia) e não respiratórios (fragmentação do sono).

    No primeiro caso, a criança tem parada respiratória enquanto está adormecida por causa de amígdalas ou adenóide grandes e acorda antes de entrar no estágio profundo. Com isso, seu organismo não libera o hormônio do crescimento na quantidade ideal e o seu desenvolvimento fica comprometido.  Já os não-respiratórios são chamados de benignos e estão ligados à maturação do sistema nervoso. Seus sintomas são o gemido ou o choro durante a soneca. Eles diminuem com a maturidade até desaparecer. "É importante que a escola conheça os hábitos e o estado de saúde da criança para que possa dar a ela boas condiçoes de sono e, assim, promover seu completo desenvolvimento", conclui Damaris.


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    Especialistas respondem às principais dúvidas dos pais.


    Dormir sozinho

    1. Minha filha não dorme sozinha. Tenho de niná-la até pegar no sono. O que faço? Mariana Alves Felipe, Belo Horizonte, MG
    Muitos pais, quando a criança é pequena, a pegam no colo para dormir. Depois querem que ela durma no berço. Só que ela já se acostumou com o colo. Para ajudar, fique ao lado do berço na hora dela dormir, mas vá reduzindo sua presença no quarto. Com o tempo, ela vai se sentir segura e dormirá sozinha.

    2. Até quando é possível ensinar um bebê a dormir sozinho? Érica Imanishi, São Paulo, SP
    Sempre é possível, mas quanto mais cedo, melhor. O mais indicado é deitar o bebê ainda sonolento no berço para que ele adormeça sozinho.

    3. Meu filho de 8 meses só dorme no colo dos pais, se estivermos em pé e cantando... Nádia Dalla Bin, Santos, SP
    Se acostumar-se a dormir no colo, a criança só vai adormecer assim. Quando ela tem poucos meses, os pais dão conta. O que já não é fácil com uma criança de 3 anos, por exemplo. Por isso, desde já, ensine-o a dormir sozinho, no berço.

    Dormir com os pais

    4. Meu filho ainda dorme comigo. Não consigo fazer diferente, por insegurança. Lucimara Pereira Borda, Uruguaiana, RS
    Resolva a culpa: ele vai passar a noite bem sem você! Se preciso, por uns dias, fique no quarto dele até ele adormecer.

    5. O problema não é a minha filha, sou eu! Não consigo deixá-la dormir só, é como se abandonasse meu bebê. O que eu faço? Erika Pinheiro, São João de Meriti, RJ
    Sua filha não vai gostar menos dos pais por ter de dormir no próprio quarto. Ao contrário, é saudável que aprenda a gostar do espaço que foi projetado para ela. Se o seu quarto for longe, uma babá eletrônica vai ajudá-la a ouvir tudo.

    6. Meus filhos dormiam no quarto deles. Mas foi só trocar os berços por camas que eles passaram a vir para o meu quarto. Taciane Soares, Goiânia, GO
    As crianças costumam despertar de duas a seis vezes ao longo da noite. O normal é que voltem a dormir em seguida. Mas, se não têm um bom sono, acordam de vez. Como a cama dá liberdade, buscam os pais. O ideal é levá-los de volta para o quarto deles.

    7. É possível determinar a hora de dormir de uma criança de 2 anos? Patrícia Aguiar, Goiânia, GO
    Claro! Se os pais criarem uma rotina de sono, ela vai aprender a seguí-la. Até os 3 meses, o bebê dorme entre 16 e 20 horas. Veja a quantia mínima de horas por idade:


      8. Hoje em dia, muitos pais compartilham a cama com os filhos. Isso faz bem? Adriana Nunes, São Paulo, SP
    A maioria dos pediatras é contra. Os argumentos são plausíveis: as crianças têm os movimentos reduzidos, os adultos podem cair por cima delas e elas tendem a ficar dependentes. Mas alguns garantem que é benéfico a todos. Você decide.

    9. Muitas vezes, aqui em casa, um dos dois acaba saindo do quarto para dar lugar às crianças. Será que essa cama tem ímã? Andréia Vazzoler, Cariacica, ES
    Crianças têm saudade dos pais, por isso, querem dormir com eles. Quando não cabe, algum dos pais sai. Para o casal, além do sono prejudicado, a presença delas reduz a privacidade.

    10. Nos primeiros dias de vida, é necessário que o bebê durma no quarto dos pais? Há risco de morte súbita? Isabella Nogueira, Belo Horizonte, MG
    Não. A síndrome da morte súbita, enfermidade sem causa específica em que o bebê morre durante o sono, não está relacionada a dormir com os pais. E recém-nascidos podem dormir em seus próprios berços. Mas deixar o bebê no quarto do casal dá mais segurança, no início. Só não é recomendado que isso ultrapasse o terceiro mês.

    Posição para dormir

    11. Qual a ideal para o bebê dormir? Michele Leles, Guarulhos, SP
    A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que os bebês deitem de costas, o que reduz a chance da síndrome da morte súbita. Nos países latinos, criou-se o hábito de deitar o bebê de lado. Embora não tão perigoso quanto de bruços, a posição também aumenta os riscos.

    Refluxo

    12. Como fazer para que um bebê com refluxo durma bem, além da medicação e da cabeceira elevada? Tatiane Costa Leite, Itajubá, MG
    As medidas que você tomou já deveriam surtir algum efeito. Converse com o pediatra e veja se pode trocar o remédio. Outra idéia é comprar uma roupa-suspensório. É como um shorts com duas alças largas, que você prende nas laterais do berço. Assim, ele não escorrega da cama com a cabeceira elevada. Fique tranqüila, o suspensório não incomoda e pode ser usado até o primeiro ano.

    Desenvolvimento

    13. Criança cresce enquanto dorme? Lucy Chaves, Santos, SP
    Sim. É durante o sono que boa parte dos hormônios do crescimento são liberados. Por isso, elas devem dormir bem e o número de horas indicado.

    14. Quanto mais crescem, menos sono as crianças sentem? Suzana Holanda, Jaboatão dos Guararapes, PE
    Sim. À medida que crescem, bebês dormem menos. Na fase de 1 a 3 anos, há uma dificuldade natural para dormir, porque estão mais agitados. O importante é manter, sempre, a rotina de sono.

    Objetos que ajudam

    15. Minha filha, que completou 5 anos, ainda dorme com um ursinho. Isso é normal? Iná Ortega, São Paulo, SP
    As crianças deixam de lado o objeto de transição naturalmente. Até os 7 anos, a maioria já o abandonou. Deixe que ela encontre o tempo certo. O hábito facilita o sono e não tem contra-indicação.

    16. Quando abandonar o abajur? Denise Frantz, Santa Cruz do Sul, RS
    Abajur não tem contra-indicação. A luz é uma segurança para a criança, se ela acordar. A melhor é a azul, que acalma. Tire quando ela não precisar mais.

    17. Meu filho, desde bebê, só dorme se mexer no meu cabelo. Como tirar esse hábito? Patrícia Gomes, Rio de Janeiro, RJ
    Substitua o cabelo por algo de textura parecida, como um bicho de pelúcia ou um cobertor. Assim, quando ele acordar à noite, vai acariciá-lo e se acalmar. Mas seja paciente, pois ele leva até 15 dias para aceitar a mudança.

    Chás e remédios

    18. Oferecer chás de camomila e erva-doce realmente induzem ao sono? Aysha Carrim, Goiânia, GO
    Essa crença é antiga. Mas os chás têm efeito placebo. O que acontece é que o ritual de bebê-lo é tão tranqüilo que o sono chega mais rápido. Mas, lembre-se: antes dos 6 meses, o bebê deve tomar apenas leite materno.

    19. Há algum remédio que faça meu filho dormir? Janice Alves dos Santos Naves, Itumbiara, GO
    Não! A não ser em casos de distúrbios do sono, apenas uma pequena minoria de crianças precisa de remédios. Mesmo assim, há restrições: a quantia é ínfima e a indicação, só por um período, determinado pelo especialista.

    Irmão mais novo

    20. Estou grávida de três meses e aparentemente minha filha, de 1 ano e 11 meses, aceita a situação. Mas há duas semanas ela acorda no meio da noite assustada... Mônica Rodrigues da Silva, João Pessoa, PB
    Por mais que ela aceite a situação, a mudança não passa despercebida. Quando a criança se expressa bem, ela pode falar o que a incomoda. Se não, demonstra a irritação de outras formas. Ela sente medo que o irmão tome o seu lugar. Explique que ele terá outro espaço, e que o dela vai continuar o mesmo.

    Dia pela noite

    21. Meu bebê acorda de madrugada e só volta a dormir quando o dia clareia. Ele vai para a cama às 21h. Será que estou colocando-o cedo demais para dormir? Cristiane B. da Silveira Silva, Petrópolis, RJ
    Ele está dormindo na hora certa. Para evitar que troque o dia pela noite, mantenha as refeições no mesmo horário e nada de sonecas longas após o almoço. O sono da tarde não deve ultrapassar as 17h. No fim do dia, inicie o ritual do sono, preparando-o para dormir. Mas se não adiantar, fale com o pediatra.

    Sono agitado

    22. Minha filha, às vezes, acorda gritando e chorando muito. Tento fazer com que ela pare, mas é difícil. O que pode ser? Aline Brigario, Queimados, RJ
    Se ela acorda chorando e chama pelos pais, pode ser pesadelo. Nesse caso, basta acalmá-la e fazê-la dormir de novo, na cama dela. Outra possibilidade é o terror noturno: ela grita apavorada, mas continua dormindo. No dia seguinte, nem lembra. Se ela apresentar esses sintomas, deve ser examinada por um especialista. Caso não seja nenhum desses casos, é provável que seja só manha. 

    23. Quando as crianças criam uma rotina de sono? Acontece naturalmente? Ana Amélia Ferraz, Salvador, BA
    Depende dos pais. São eles que devem ensiná-la. Para começar, tente prepará-la para dormir. Desacelere depois do jantar: desligue a TV, estimule brincadeiras suaves, leia um livro. Se preferir, pouco antes do horário de dormir, dê um banho para relaxar. Depois, coloque-a no berço e espere-a adormecer. Seguindo essas medidas, ela vai dormir sozinha.

    Mamada noturna

    24. Tenho uma menina de 8 meses que acorda a cada duas horas para mamar. O que fazer para ela dormir a noite inteira? Jocimara Russi, Blumenau, SC
    Em geral, após os 4 meses, a criança não precisa mais mamar de madrugada. Dê o peito por volta das 23h. Da próxima vez que ela chorar, vá até o quarto e acalme-a no berço. Não se preocupe, é pouco provável que seja fome.

    25. Meu filho dorme no quarto dele desde bebê. Mas temos de deitar com ele até que adormeça. Augusto Prates, Pereira Barreto, SP
    Isso acontece porque ele se acostumou a dormir com os pais por perto. Uma boa forma de ajudá-lo a pegar no sono sozinho é usar um objeto de transição, como um ursinho, e contar que ele fará companhia a noite toda.

    Televisão

    26. É normal um menino de 9 anos ainda ter medo de dormir sozinho após assistir a um filme ou até mesmo a um desenho? Tânia Schad, Rio de Janeiro, RJ
    Vale para adultos e crianças: filmes de drama e terror, horas antes de dormir, podem causar pânico. E aí os personagens podem mesmo invadir o quarto, pois as chances de sonhar com eles é grande! Que tal uma opção light?

    Filho adotivo

    27. Tenho uma filha adotiva de 9 meses que está morando comigo há dois. Ela não dorme quase nada à noite, acorda várias vezes, chorando. O que eu faço? Rosandira Lemos Morais, São Luís, MA
    É possível que a criança tenha uma resistência por causa de seu histórico. Você pode ajudá-la sendo carinhosa e conversando. Reforce que vocês vão ficar juntas e, se for o caso, espere ela adormecer no berço nos primeiros meses. Isso vai deixá-la mais segura.

    Pais separados

    28. Minha filha de 10 meses não dorme antes das 22h. O fato de passar os fins de semana na casa do pai influencia? Jakeline Silva, São Paulo, SP
    Sim, se a rotina nas duas casas for diferente. Claro que não há problema se a criança dormir tarde vez ou outra. Mas no caso de um bebê, que tem o sono mais instável, os pais devem estar atentos para que isso não o prejudique. Tente conciliar os horários nos dois lares.

    29. Sou divorciada. Depois que minha filha saiu do berço, passou para a minha cama e diz que é dela... Flávia Andrade, São Paulo, SP
    O ideal é que ela tenha mesmo uma cama só dela. O fato de dormirem juntas pode trazer problemas mais tarde, se você se casar novamente. Por que não incentivá-la a ser independente?

    Games e computadores

    30. É verdade que não podemos deixá-los jogar no computador antes de dormir? Liliane Ferreira, Cataguases, MG
    Sim. Como a TV, games e computadores emitem estímulos sonoros e visuais, que mantêm a criança em estado de alerta. O sono chega tarde, quando ela está cansada, e não terá a qualidade necessária.

    Sono de prematuro

    31. Meus filhos gêmeos nasceram com 35 semanas. O sono deles, hoje com 1 ano e 8 meses, é muito agitado. Por quê? Silvia Martins, Piracicaba, SP
    Os prematuros têm um padrão de sono diferente. O tempo de adaptação vai depender da idade gestacional em que o bebê nasceu e se teve alguma lesão. Problemas neurológicos, por exemplo, podem afetar o sono, também. O que é muito comum, e isso vale para qualquer criança, é a manha. Se eles percebem que, quando choram, vocês aparecem, vão fazer isso sempre. Na dúvida, um especialista pode ajudar, sim.

    Soneca da tarde

    32. Há duas semanas meu bebê não dorme de dia. Pensei que com isso ele fosse dormir mais à noite, mas não aconteceu. Danielle Pontes, Recife, PE
    Cada criança tem um ritmo diferente e cerca de 20% não sentem necessidade da soneca da tarde. De qualquer forma, descansar à tarde, para as que gostam, é saudável. Isso não significa que as que ficam acordadas vão ser mais agitadas.

    33. Até que idade a soneca da tarde é importante? E por quanto tempo? Luciana Chaves , Brasília, DF
    Crianças com até 3 anos sentem mais necessidade de dormir à tarde. Algumas precisam por mais tempo, outras não. A quantia de horas depende de cada uma. Se a soneca não atrapalhar o sono da noite, respeite o tempo dela.

    Acordar cedo

    34. Como evitar que as crianças despertem tão cedo? Minhas filhas estudam à tarde, mas ficam sonolentas, pois acordam cedo. Marcelly Diniz, Araruama, RJ
    Dependendo da idade, elas precisam dormir até duas vezes ao longo do dia para repor as energias, além das dez horas de sono noturno. Se não for possível adaptar o horário da escola, uma boa alternativa seria uma soneca antes do almoço.

    Volta ao trabalho

    35. Comecei a trabalhar há uma semana. Minha filha de 1 ano reagiu bem, mas à noite chora. Qual o problema? Melissa Rodrigues, Porto Alegre, RS
    Pode ser a ausência da mãe. Explique para ela que você sempre vai voltar depois do trabalho e, por um tempo, vá até o quarto dela e espere que ela durma. Isso vai deixá-la segura de novo.

    Sono de gêmeos

    36. Tenho filhos gêmeos, de 5 anos. Toda noite é um drama: um não deixa o outro dormir. Dá para resolver sem separá-los? Maria Izabel de Almeida, Brasília, DF
    Sim. Como em outros casos, os pais devem prepará-los para o sono. Horas antes, tente desacelerá-los. Evite qualquer tipo de estímulo, como brincar e assistir à TV. Na hora de dormir, leia um livro e se despeça. Deixe claro que é hora de descansar, não de brincar! Seja firme. Se preciso, fique por um instante.

    Brincar de madrugada

    37. O que fazer quando meu filho quer brincar de madrugada? Cibelly Carvalho, Alfenas, MG
    Você tem três opções. A primeira é ter um momento para brincar com seu filho de dia, antes de dormir. Aí, você lhe explica que aquele é o momento da diversão. A segunda é acalmá-lo e esperar ao lado dele até que o sono chegue. A terceira é, vez ou outra, brincar mesmo. Mas isso não pode virar hábito!

    Grude no pai

    38. Meu filho só quer dormir com o pai. Meu marido deixa ele vir para nossa cama e isso me irrita, pois atrapalha o casamento.Maria Simone lameira Lima, São Paulo, SP
    É saudável que a criança goste da companhia do pai. O problema não é o seu filho, mas o pai, que permite que ele durma com vocês. Converse com seu marido e explique o quanto isso prejudica o casal. O mesmo vale quando a mãe é quem traz o filho para a cama.

    Chorar até dormir

    39. Posso deixar uma criança no berço ou na cama chorando até que pegue no sono? Há pais que defendem tal medida. Rosimeire Santos, São Paulo, SP
    A criança não vai sofrer, nem ficar traumatizada. Essa prática ficou popular ao ser defendida no livro Nana, Nenê (Ed. Martins Fontes), de Eduard Stivill e Sylvia de Bejar. Pode ou não dar certo. Vai depender mais dos pais que da criança. Se você conseguir tolerar o choro dela por alguns minutos, tudo bem. Senão, tente acalmá-la sem tirá-la do berço.

    40. Minha filha dorme vendo TV. Tudo bem? Alessandra Martins, São Paulo, SP
    A TV é péssima para fazer criança dormir. Ela emite estímulos luminosos e sonoros, que a deixa mais ligada. Quando dorme, é de cansaço, e o sono perde a qualidade e fica agitado.

    41. Meu filho de 3 meses chora para dormir. Esta noite, deixei-o no carrinho por 5 minutos, chorando. Pode ser traumático? Tereza Aguiar, por e-mail
    Um bebê costuma chorar por três motivos: fralda suja, fome ou cólica. Cheque as alternativas e, se preferir, deixe-o no berço para dormir sozinho. Ele não vai ficar traumatizado por isso. Às vezes, o motivo do choro pode ser a ansiedade dos pais. Tente se acalmar, que vai dar certo.

    Peito = chupeta?

    42. Minha filha só dorme mamando no peito. O que faço? Geane Arruda, Rio de Janeiro, RJ
    Uma alternativa, se o pediatra concordar, seria usar uma chupeta de verdade.

    43. Por que as crianças dormem no colo e, quando são colocadas no berço, acordam? Kelly Pereira, Belo Horizonte, MG
    Porque foram habituadas. Além disso, no estágio inicial do sono, acordamos facilmente. Melhor deitá-las quando estiverem sonolentas, ainda acordadas.

    Coberta

    44. Minha filha dorme bem, mas não gosta de ser coberta. Para compensar, coloco um pijama quente. Só que, às vezes, ela choraminga de frio. Se cobri-la, ela acorda...Virgínia Ferreira, Goiânia, GO
    Continue caprichando no pijama. Outra solução é adequar a temperatura ambiente com um aquecedor.

    Deixar o berço

    45. Quando um bebê deve passar do berço para a cama? Tatiana Barbosa, São Paulo, SP
    Por volta dos 2 anos, já pode dormir em cama com grade. Caso ameace pular do berço antes disso, adiante o processo.

    Criança doente

    46. Meses atrás, por causa de um resfriado forte, deixei meu filho dormir na minha cama por uns dias. Agora não consigo mais fazê-lo dormir no berço... Luciana Denardi, Ibiúna, SP
    Sempre que a rotina for alterada, seja por doença ou viagem, a família deve retomá-la o quanto antes. Não faz mal que ela durma com os pais em situações assim, mas não há necessidade. Se vocês quiserem lhe dar mais atenção nesse período, fiquem no quarto dele até que adormeça ou façam um revezamento, à noite, para checar se está tudo bem.

    Falar ao dormir

    47. Por que algumas crianças falam quando estão dormindo? Keli Neves, Guarulhos, SP
    Acontece com os adultos também. Não é um problema, nem atrapalha o sono.

    Resistência

    48. Mesmo com muito sono, minha filha resiste: segura os olhos com os dedos. Ela só vai para a cama com insistência. Jane Bekman, Jacareí, SP
    É preciso criar uma rotina de sono agradável, para que ela relacione o período a algo gostoso. Além das dicas já comentadas, vocês podem falar o quanto é legal sonhar e da importância do sono para crescer, entre outras coisas positivas.

    49. Por que as crianças fazem manha quando estão com sono e simplesmente não fecham os olhos e dormem? Sonia Fontana Bicci, São Paulo, SP
    Elas têm de aprender a dormir — isso mesmo! Precisam de rotina, com horários bem definidos. Se são estimuladas antes de dormir, o sono demora a chegar. O ambiente tem de ser tranqüilo.

    Medo

    50. Eu não consigo colocar minha filha para dormir na cama dela. Ela diz que tem fantasmas e monstros. O que faço? Andrea de Souza, Santos, SP
    Situações que as crianças vêem na TV ou vivem no dia-a-dia influenciam o sono. Descubra o que a está assustando e deixe o abajur aceso, se precisar.

    Enquanto a criança dorme, o cérebro trabalha

    • Nas fases 3 e 4, período de sono profundo, o hormônio do crescimento é liberado

    • O índice de cortisol, o hormônio do estresse, diminui no início do sono e aumenta no final, atingindo seu pico de manhã. Se a criança dorme pouco, o padrão desse hormônio é alterado e, no dia seguinte, pode ficar agressiva e desatenta

    • A produção de leptina ajuda a controlar a sensação de saciedade. Se dormimos pouco, produzimos menos quantidade desse hormônio, o que favorece a obesidade

    • Outra substância importante é a melatonina, que regula o sono. Ela depende do ciclo claro-escuro. Sua síntese aumenta à noite, na ausência de luz, daí a importância de dormirmos em um ambiente escuro

    Fonte: Revista Crescer

     



    Por Rosa Maria de Freitas Rogerio

    Sono, Preguiça

    Akira Ueno/Luiz Tatit

    Sono
    Preguiça
    Não tenha
    Medo não
    Fique calmo
    Tranquilo
    Pegue na 
    Minha mão
    Sono
    Preguiça
    Tudo isso
    É muito bom

    A rotina do bebê na instituição de Educação Infantil é repleta de atividades que lhe oferecem diversas experiências de aprendizagem e que vão influenciar diretamente o seu desenvolvimento. O sono, ou momento de descanso, deve fazer parte dessa rotina porque ele confere uma mudança na atividade do corpo na qual o cérebro trabalha selecionando as memórias e elaborando os processos mentais de aprendizagem (TRINDADE, 2007, p. 141). Além disso, o sono desempenha um papel fundamental no desenvolvimento físico e emocional de crianças e adolescentes que estão num período de intenso aprendizado e desenvolvimento (NATAL, 2009). 

    A partir das considerações acima, a hora do sono assume posição de destaque na instituição de Educação Infantil visto que ela precisa ser planejada e bem organizada para que possa oferecer aos bebês condições favoráveis de sono e descanso. Sobre essa questão das condições do sono Geib (2007) coloca que a imensa vulnerabilidade a que estão expostos os lactentes no processo de maturação exige um meio ambiente capaz de proporcionar as condições biológicas e sociais indispensáveis a sua sobrevivência saudável. Entre essas condições está o sono. A maturação dos estados de sono e vigília inicia na vida fetal e presume-se que seja biologicamente determinada. Nos primeiros anos de vida processam-se as mudanças na organização temporal e na estrutura do sono.
    O bebê que frequenta a instituição de Educação Infantil vai passar por esse processo de organização temporal e estrutural do sono na sua casa e na instituição. Isso implica a necessidade de se conhecer os hábitos familiares de cada criança a fim de se traçar condições similares para a hora do sono da criança na instituição. É notório que a instituição de Educação Infantil não terá como oferecer a cada bebê as mesmas condições de sono que este tem em casa, mas ela deverá se esforçar por encontrar condições que permitam aos bebês dormirem naturalmente. Diante disso, o sono nunca deve ser uma coisa imposta e os profissionais de educação deverão planejar as atividades oferecidas aos bebês levando em consideração o momento do descanso dentro dessa rotina de atividades.
    Os estudos de Geib (2007) sobre o sono dizem que ele é definido como um estado cerebral ativo que consiste de dois estados diferentes e quantitativamente mensuráveis, os quais envolvem mecanismos bioquímicos e modificações dos processos fisiológicos, acompanhadas por mudanças eletroencefalográficas características e por imobilidade postural imediatamente reversíveis por estimulação externa. É, portanto, uma interação complexa de processos fisiológicos e comportamentais.

     Cabe à instituição de Educação Infantil oferecer condições adequadas de descanso para que o bebê possa organizar sua estrutura de sono. Que condições seriam essas?

    A maioria das instituições não dispõe de uma sala reservada apenas para a atividade do descanso, nesse caso é necessário que os educadores organizem a sala, onde o bebê passa a maior parte do dia, para a hora do sono. O ambiente deve ser tranquilo e silencioso e de preferência estar na penumbra, para que as crianças não se distraiam com estímulos visuais. O local onde a criança vai dormir pode ser o colchonete devidamente forrado e limpo ou o próprio berço – é cada vez menos comum a utilização deste móvel nas instituições de Educação Infantil. 
    A rotina do sono pressupõe que os bebês dormirão ao mesmo tempo, durante o período estipulado pelos educadores, porque dificilmente há nas creches e nos Centros de Educação Infantil espaços suficientes para algumas crianças dormirem e outras participarem de atividades diversas. O sono é um momento coletivo na instituição de Educação Infantil e isso faz parte da rotina do lugar. Diante disso, como levar mais de dez bebês a dormir ao mesmo tempo? 

    Embalando-os. Ninando-os. Acolhendo-os em seus colchonetes. André Trindade (2007, 141) diz que o embalar está presente de diversas maneiras, nas mais diferentes culturas, como um gesto genuíno, humano e universal. Quando eu fui professora no berçário e, junto com minhas duas colegas de trabalho, tínhamos que ninar vinte e sete bebês ao mesmo tempo, nós apagávamos a luz da sala, de modo que ficasse uma penumbra, colocávamos uma música tranquila e bem baixinha ao fundo, e íamos acolhendo cada bebê no seu colchonete. Logo depois do almoço e da higiene, os bebês entravam na sala e ficavam sentados no tapete de EVA esperando pela vez de serem acarinhados e acolhidos no colchonete. Alguns bebês já iam direto para a caminha. Após colocar um a um em seu colchonete, nós já cobríamos e acarinhávamos cada um. Isso fazia com que alguns já pegassem no sono antes mesmo de serem embalados, ninados. 
    Nós três educadoras sentávamos em posições estratégicas próximas a vários colchonetes e embalávamos duas ou três crianças ao mesmo tempo. O processo de levar os bebês a pegar no sono demorava cerca de vinte minutos. Uma ou outra criança levava um pouquinho mais de tempo para pegar no sono, então dávamos mais atenção a ela. Havia crianças que se ‘lembravam’ da mãe nessa hora, que até choravam, que pediam para ir para casa, o momento do sono é tão acolhedor, tão íntimo que a maioria das crianças se lembrava da ‘dormida’ em seus lares. Cabe ao educador acalentar a criança e niná-la para que ela se acostume a dormir fora de casa. Dormir fora de casa é um grande desafio para a criança e esta precisa se sentir segura e protegida para que se entregue ao sono.
    Já tive aluninhos que se recusavam a dormir e que não tinham sono. Como eu não podia abandonar a sala com os outros bebês que estavam dormindo, eu organizava um pequeno cantinho com brinquedos e/ou livros para que o insone pudesse ficar enquanto os coleguinhas dormiam. Sempre deu certo. O importante é respeitar o ritmo biológico de cada um na medida das condições da instituição de Educação Infantil.

    Sobre a questão da necessidade de sono na criança pequena, Geib (2007) fala que apartir dos seis meses, há uma diminuição progressiva de sono diurno paralelamente à reorganização do sono noturno. As sestas diminuem de três a quatro para duas aos 12 meses, desaparecendo totalmente entre os dois e sete anos de vida. 
    Há crianças que tem mais necessidade de sono que outras, mesmo estando na mesma faixa etária. Isso demanda sensibilidade e atenção por parte dos educadores que devem respeitar o ritmo de cada criança. O ideal é que haja na sala um cantinho onde a criança possa descansar quando sentir necessidade enquanto os demais bebês participam de outra atividade. O educador precisa estar atento às mudanças no sono dos bebês. Normalmente os bebês ficam ‘molinhos’, ‘sonolentos’ quando estão resfriados, com febre ou com outro sintoma de doença e/ou reação a vacinas. Nesses casos, é melhor comunicar a família o estado do bebê e pedir orientação a ela sobre como proceder. 
    Além do ambiente, do local de dormir e do acolhimento adequado, os educadores que trabalham com bebês que têm entre quatro meses e dois anos de vida, devem estar bem atentos à posição como colocar as crianças para dormirem. A posição mais sugerida pelos pediatras é a de decúbito lateral, em outras palavras, essa é a posição em que a criança dorme deitada de lado. Diante dessa questão Trindade (2007, p. 142) diz que é preciso alterar os lados para que ele não durma sempre sobre o mesmo. Apoios como rolos e pequenas almofadas evitam que o bebê passe para a posição de bruços, deitado sobre a barriga, que tem sido contra-indicada pela maioria dos médicos e hospitais. Isso não quer dizer que durante a atividade de vigília ele não possa passar por essa posição. 

    A hora do sono é um momento fundamental para o desenvolvimento dos bebês e deve ser pauta das reuniões pedagógicas e do planejamento da instituição de Educação Infantil, para que esta possa oferecer condições adequadas e acolhedoras de sono para as crianças. A família deve ser ouvida e os hábitos de sono da criança devem ser levados em consideração na creche ou no Centro de Educação Infantil. Paninhos, fraldas, chupetas devem ser oferecidas às crianças que fazem uso desses objetos em casa. Os educadores podem estimular a criança a dormir sem precisar fazer uso desses objetos, mas isso deve ocorrer de forma gradual e natural, para não causar traumas às crianças.
    Preparar um ambiente acolhedor e tranquilizador para os bebês se entregarem ao sono é um ato de amor e de cuidado. Quem trabalha com crianças pequenas sabe que a criança que não descansa, e/ou que não dorme durante sua rotina escolar, costuma apresentar comportamento irritadiço. O sono é um grande aliado para o bom desenvolvimento do bebê e deve ser objeto de estudo e planejamento por parte da instituição de Educação Infantil que respeita os ritmos biológicos e culturais das crianças e que prima por uma educação infantil de qualidade.

    Referências
    GEIB, Lorena Teresinha Consalter. Desenvolvimento dos estados de sono na infância.Rev. bras. enferm. Brasília,  v. 60,  n. 3, Junho 2007. Disponível em: 
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000300014&lng=en&nrm=iso

    NATAL, César L. et al . Gender differences in the sleep habits of 11-13 year olds. Rev. Bras. Psiquiatr.,  São Paulo,  v. 31,  n. 4, Dec.  2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462009000400013&lng=en&nrm=iso
    TRINDADE, André. Gestos de cuidado, gestos de amor: orientações sobre o desenvolvimento do bebê. São Paulo: Summus, 2007.

    Rosa Maria de Freitas Rogerio é Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP e Coordenadora Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
    E-mail:  rosarogerio@yahoo.com.br










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  • ACP Educativa presente em curso em Porto Alegre
     
     
     
    Nos dias 19 e 20 de outubro, a psicopedagoga Paula Zanotelli da ACP-Educativa, que presta assessoria para o Algodão-Doce Centro Educacional e Cultural e a Fonoaudióloga Fernanda Lettieri Teixeira, realizaram o Curso de Alfabetização e Reabilitação dos Distúrbios de Leitura e Escrita através do Método das Boquinhas ministrado pela multiplicadora do método Patrícia Hoffmeister Fonoaudióloga e Psicopedagoga, em Porto Alegre-RS.
    Na oportunidade foi possível obter conhecimentos teóricos e também práticos, sendo estes apresentados por meio de materiais diversos e pela troca dos casos clínicos e institucionais.
     
     
     
     
     
     
     
    Sem dúvida foram momentos de crescimento profissional e que certamente serão socializados com a equipe pedagógica do Algodão-Doce.

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ONDE NOSSOS PÉS PISARAM...

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LOCAL: Escolas Estaduais de abrangência da 15ª CRE
ANO: 03/2012 - 12/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores das Escolas Estaduais.
- Bloco Inicial da Alfabetização: 1ºao 3º anos do Ensino Fundamental.
- Ensino Médio Politécnico.
Foram atendidas 41 escolas da região do Alto Uruguai, totalizando mais de 500 horas de formação.



LOCAL: Prefeitura Municipal de Barão de Cotegipe/RS
ANO: 09/2012 -11/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino - Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais

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LOCAL: Associação de Amparo a Maternidade e Infância - ASSAMI Erechim/RS
ANO: 02/2012-08/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores e coordenadores da Educação Infantil

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LOCAL: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Erechim/RS
ANO: 03/2012 - 11/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da Instituição

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Itatiba do Sul/RS
ANO: 02/2012- 09/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino e professores estaduais

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Faxinalzinho/RS
ANO: 03/2012- 07/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino

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.LOCAL: Prefeitura Municipal de Getúlio Vargas/RS
ANO: 2012
ATIVIDADES: Oficinas no Fórum Nacional de Educação

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LOCAL: Prefeitura Municipal de São Valentim/RS
ANO: 02/2012 06/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada de Professores

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LOCAL: Centro Educacional e Cultural Algodão Doce/Concórdia-SC
ANO: 06/2009 - Atual
ATIVIDADES: Assessoria Pedagógica na Instituição e Formação de Professores da Educação Infantil

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Erechim/RS
ANO: 06/2010 - 10/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os Coordenadores e Professores dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental;Formação dos Professores da Educação Infantil; Assessoria na elaboração dos Planos de Ensino do Ensino Fundamental

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Marcelino Ramos/RS
ANO: 10/2010 - 12/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino;Assessoria na elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas;Assessoria na elaboração dos Planos de Ensino do Ensino Fundamental

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Maximiliano de Almeida/RS
ANO: 02/2011- 07/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Viadutos/RS
ANO: 04/2011 - 11/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores do sistema municipal de ensino

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