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  • Algumas Leituras sobre a Importância do Sono na Educação Infantil
    Algumas professoras solicitaram artigos sobre o sono na Ed Infantil...aí estão alguns. Boa leitura!
     
    Sono Infantil

                O sono na infância é muito importante. A necessidade de horas de sono varia conforme a idade. O bebê, por exemplo, precisa de 16 a 20 horas de sono e até os três anos, a necessidade é de mais ou menos 10 a 11 horas a noite e mais uma soneca de dia. Não observar esta necessidade interfere no desenvolvimento da criança, pois é nas fases mais profundas do sono que o hormônio do crescimento é liberado.
                As horas de sono auxiliam também no amadurecimento neurológico da criança. Interromper ou impedir que a criança durma interfere neste desenvolvimento deixando a criança irritadiça, hiperativa, agressiva e interferindo na capacidade de concentração.

                Mas, também é importante ir para a cama na hora certa. O hábito que muitos pais têm de compensar a
    distância das horas de trabalho é estender ou adiar a hora do sono para assistirem juntos um filme, ou ajustar o horário de sono da criança com nossas necessidades. Cometemos dois erros nessas situações: primeiro, é preciso que a criança deite preferencialmente, sempre em um mesmo horário – isto estimula um sono tranquilo porque prepara a criança para aquele momento (tomar banho, colocar o pijama, ir para a cama, ouvir uma historinha e dormir), além de ajudar na disciplina; segundo, os filmes que passam à noite são para adultos verem, e não crianças. Ainda que pensemos que elas “não entendem” isso é um grande engano. 

                A percepção que as crianças pequenas têm do entorno é sensorial, o que facilita a captação dos estados emocionais transmitidos pelos filmes (os adultos estão em silêncio vendo o filme). Até os sete anos, a captação do mundo a sua volta é através de imagens e, convenhamos, os filmes, ou novelas não têm as melhores imagens capazes de educar ou influenciar bem uma criança. Por isso, é muito importante que respeitemos as necessidades de sono de nossos filhos que não são absolutamente as nossas necessidades de sono.

    Fonte:
    www.institutodosono.com.br

     

    ETA SONINHO BOM! - Revista Nova Escola

    O almoço da turminha de 3 anos no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati, em São Paulo, acontece diariamente às 11 horas. Logo em seguida, enquanto uma professora organiza a fila na porta do banheiro e põe pasta na escova de dentes dos pequenos, outra espalha os colchões pelo chão da sala. O ambiente está quase pronto. Depois de fazer o xixi e a higiene bucal, cada um vai para a própria caminha. A rotina muda com os de 4 e 5 anos. Como não querem perder um só minuto de brincadeira, eles resistem a esse hábito. Para que descansem assim mesmo, são convidados a fazer atividades mais tranqüilas, como manusear livros e desenhar. Os que sentem vontade de tirar uma sonequinha encontram colchões disponíveis em um dos cantos.

    A regra muda em cada escola de Educação Infantil. Em algumas, a hora de repousar vale para todos, sem exceção! Em outras, o que manda é a necessidade de cada criança. Umas vão para os berços, outras para os colchonetes.

    Nesse panorama tão variado, o que se destaca de maneira comum, no entanto, é a falta de formação e informação do professor, que, em grande parte das creches e pré-escolas, não conta nem mesmo com o tema dentro das diretrizes pedagógicas. " Isso deveria fazer parte das preocupações de qualquer profissional encarregado de cuidar de uma criança e educá-la", diz Magda Rezende, coordenadora do grupo de pesquisas Cuidado à Saúde Infantil, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

    O sono é importante para a aprendizagem, para a regulação da emoção e para o crescimento, além de ser uma necessidade fisiológica. Quando uma criança adormece, é porque está realmente precisando. O hormônio somatotrópico, também conhecido como hormônio do crescimento, é liberado durante o dia todo, mais ou menos a cada duas horas. Porém, é durante o sono mais profundo que ele é liberado em uma quantidade tão grande que estimula o desenvolvimento das células e a deposição de cartilagem nas regiões de crescimento.

    Pais viram alunos

    GRANDES COMPANHEIROS Bichos de pelúcia e outros brinquedos dão segurança na hora do descanso

    Além de cuidar da soneca das crianças durante o período escolar, é também função da equipe compartilhar o que sabe com os pais e responsáveis. "Logo no primeiro contato com a família, é importante investigar como os filhos dormem", diz Katia Chedid, orientadora educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Alteração de humor, dificuldade de socialização e atraso na fala e no crescimento são sinais de alerta para aprofundar a investigação. Esses problemas podem estar relacionados a noites maldormidas. Nesses casos, um neuropediatra deve ser consultado.

    Outra informação que você poderá passar aos responsáveis é que o sono é um mecanismo fisiológico que pode ser ensinado. Há crianças que não precisam de nenhum ritual para adormecer. Marcia Pradella, médica responsável pelo setor de pediatria do Instituto do Sono, em São Paulo, defende que os bebês a partir de 5 meses de vida têm capacidade de dormir sem a ajuda dos adultos. "É melhor que se aprenda bem cedo para, na adolescência ou na vida adulta, não necessitar de recursos como a TV ou mesmo medicamentos."

    Organização é tudo 


    Não há segredos para promover a hora do repouso. Em primeiro lugar, é preciso organizar os horários de trabalho dos funcionários da escola de acordo com a rotina dos pequenos - e não o contrário - para que eles não sejam acordados pelo entra-e-sai. Na Creche-Escola A Ciranda, em Viçosa (MG), os turnos contemplam as necessidades da criançada. "Um pessoal começa às 7 horas e vai até as 11, enquanto outro vai das 11 às 17 horas", explica a diretora, Luciana Fiel. "Dessa maneira, evitamos tumultos no momento de descanso, após a refeição."

    No que se refere ao espaço reservado para o repouso, Damaris Maranhão, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, recomenda que seja arejado, com luz indireta e isolado dos demais ambientes. "A área pode ser separada da sala de atividades por um vidro para possibilitar a supervisão constante." O local não precisa ser usado somente para esse fim, mas tem de estar sempre disponível para os que quiserem descansar.

    Até os 8 ou 10 meses, os bebês ficam em berços, que devem estar distantes uns dos outros no mínimo 60 centímetros. Depois que começam a descer deles por conta própria, o melhor é recorrer aos colchonetes colocados sobre o piso, como na Bryan Biguinati. "As crianças ficam seguras e livres para levantar quando quiserem", explica a diretora, Amélia Olave. O mais adequado é que os colchões sejam forrados com uma lona plastificada para facilitar a limpeza com água e detergente neutro.
    Cada criança tem de ter seu lençol e sua fronha. Mesmo se não forem trazidos de casa, devem ser de uso individual durante a semana. Isso evita a transmissão de pediculose (piolho), escabiose (sarna) ou outras doenças de pele. Para promover a segurança física e afetiva, cada um pode trazer objetos queridos, como bichinhos de pelúcia, chupetas e paninhos.

    É essencial ter um adulto sempre observando a turma. Uma criança pode acordar assustada ou indisposta e precisar de ajuda imediata. Não é raro também alguma delas querer brincar, morder o amigo que dorme ao lado ou mesmo tropeçar ao tentar se levantar. Tudo isso deve ser previsto. A babá eletrônica é outro bom recurso. Ela permite ouvir os ruídos que indicam algum desconforto, choro ou apenas que alguém já despertou.

    E se alguns querem ficar acordados? A situação é comum e acontece por vários motivos: mudança do horário da família no dia anterior, início de uma infecção, erupção de dentes ou simplesmente o temperamento. Para esses momentos, Luciana tem uma solução. Montar na sala um canto com livros, brinquedos, papéis, lápis de cor e outros materiais utilizados em atividades silenciosas para entretê-los.


    Os ritmos e a saúde


    CADA UM TEM UM RITMO Enquanto alguns dormem em colchonetes, outros brincam

    O tempo de sono varia de acordo com a idade. Um bebê recém-nascido dorme várias vezes ao longo de um dia. Esse comportamento se mantém até o terceiro mês em cerca de 90% dos casos. Os 10% restantes adormecem somente durante a noite desde o nascimento. Nesse período, ainda não é produzida a melatonina - hormônio que indica para o organismo que está na hora de repousar. Por isso, o nenê dorme conforme sua necessidade durante as 24 horas do dia. 

    Entre o terceiro e o quinto mês, o sono passa a se concentrar à noite. O bebê amadurece e o mecanismo que regula essa atividade também. Com 1 ano, ele repousa à noite e tira duas ou três sonecas durante o dia. A duração delas também não é rígida: para alguns, bastam 20 minutos, enquanto para outros são necessárias duas horas e meia. Depois dos 3 anos, a maioria das crianças deixa de repousar durante o dia. Para as que vêm de regiões onde até os adultos tiram a sesta, o hábito se prolonga. "É preciso sempre dispor de colchões para esses casos", diz Magda. 

    As necessidades e os ritmos também são diversos. O sono sofre influência do clima e da vida social. Se os pais vão para a cama cedo, provavelmente o filho fará o mesmo. O estado de saúde também é determinante e alguns transtornos podem se manifestar nessa fase. Eles são divididos em duas categorias: respiratórios (ronco e apnéia) e não respiratórios (fragmentação do sono).

    No primeiro caso, a criança tem parada respiratória enquanto está adormecida por causa de amígdalas ou adenóide grandes e acorda antes de entrar no estágio profundo. Com isso, seu organismo não libera o hormônio do crescimento na quantidade ideal e o seu desenvolvimento fica comprometido.  Já os não-respiratórios são chamados de benignos e estão ligados à maturação do sistema nervoso. Seus sintomas são o gemido ou o choro durante a soneca. Eles diminuem com a maturidade até desaparecer. "É importante que a escola conheça os hábitos e o estado de saúde da criança para que possa dar a ela boas condiçoes de sono e, assim, promover seu completo desenvolvimento", conclui Damaris.


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    Especialistas respondem às principais dúvidas dos pais.


    Dormir sozinho

    1. Minha filha não dorme sozinha. Tenho de niná-la até pegar no sono. O que faço? Mariana Alves Felipe, Belo Horizonte, MG
    Muitos pais, quando a criança é pequena, a pegam no colo para dormir. Depois querem que ela durma no berço. Só que ela já se acostumou com o colo. Para ajudar, fique ao lado do berço na hora dela dormir, mas vá reduzindo sua presença no quarto. Com o tempo, ela vai se sentir segura e dormirá sozinha.

    2. Até quando é possível ensinar um bebê a dormir sozinho? Érica Imanishi, São Paulo, SP
    Sempre é possível, mas quanto mais cedo, melhor. O mais indicado é deitar o bebê ainda sonolento no berço para que ele adormeça sozinho.

    3. Meu filho de 8 meses só dorme no colo dos pais, se estivermos em pé e cantando... Nádia Dalla Bin, Santos, SP
    Se acostumar-se a dormir no colo, a criança só vai adormecer assim. Quando ela tem poucos meses, os pais dão conta. O que já não é fácil com uma criança de 3 anos, por exemplo. Por isso, desde já, ensine-o a dormir sozinho, no berço.

    Dormir com os pais

    4. Meu filho ainda dorme comigo. Não consigo fazer diferente, por insegurança. Lucimara Pereira Borda, Uruguaiana, RS
    Resolva a culpa: ele vai passar a noite bem sem você! Se preciso, por uns dias, fique no quarto dele até ele adormecer.

    5. O problema não é a minha filha, sou eu! Não consigo deixá-la dormir só, é como se abandonasse meu bebê. O que eu faço? Erika Pinheiro, São João de Meriti, RJ
    Sua filha não vai gostar menos dos pais por ter de dormir no próprio quarto. Ao contrário, é saudável que aprenda a gostar do espaço que foi projetado para ela. Se o seu quarto for longe, uma babá eletrônica vai ajudá-la a ouvir tudo.

    6. Meus filhos dormiam no quarto deles. Mas foi só trocar os berços por camas que eles passaram a vir para o meu quarto. Taciane Soares, Goiânia, GO
    As crianças costumam despertar de duas a seis vezes ao longo da noite. O normal é que voltem a dormir em seguida. Mas, se não têm um bom sono, acordam de vez. Como a cama dá liberdade, buscam os pais. O ideal é levá-los de volta para o quarto deles.

    7. É possível determinar a hora de dormir de uma criança de 2 anos? Patrícia Aguiar, Goiânia, GO
    Claro! Se os pais criarem uma rotina de sono, ela vai aprender a seguí-la. Até os 3 meses, o bebê dorme entre 16 e 20 horas. Veja a quantia mínima de horas por idade:


      8. Hoje em dia, muitos pais compartilham a cama com os filhos. Isso faz bem? Adriana Nunes, São Paulo, SP
    A maioria dos pediatras é contra. Os argumentos são plausíveis: as crianças têm os movimentos reduzidos, os adultos podem cair por cima delas e elas tendem a ficar dependentes. Mas alguns garantem que é benéfico a todos. Você decide.

    9. Muitas vezes, aqui em casa, um dos dois acaba saindo do quarto para dar lugar às crianças. Será que essa cama tem ímã? Andréia Vazzoler, Cariacica, ES
    Crianças têm saudade dos pais, por isso, querem dormir com eles. Quando não cabe, algum dos pais sai. Para o casal, além do sono prejudicado, a presença delas reduz a privacidade.

    10. Nos primeiros dias de vida, é necessário que o bebê durma no quarto dos pais? Há risco de morte súbita? Isabella Nogueira, Belo Horizonte, MG
    Não. A síndrome da morte súbita, enfermidade sem causa específica em que o bebê morre durante o sono, não está relacionada a dormir com os pais. E recém-nascidos podem dormir em seus próprios berços. Mas deixar o bebê no quarto do casal dá mais segurança, no início. Só não é recomendado que isso ultrapasse o terceiro mês.

    Posição para dormir

    11. Qual a ideal para o bebê dormir? Michele Leles, Guarulhos, SP
    A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que os bebês deitem de costas, o que reduz a chance da síndrome da morte súbita. Nos países latinos, criou-se o hábito de deitar o bebê de lado. Embora não tão perigoso quanto de bruços, a posição também aumenta os riscos.

    Refluxo

    12. Como fazer para que um bebê com refluxo durma bem, além da medicação e da cabeceira elevada? Tatiane Costa Leite, Itajubá, MG
    As medidas que você tomou já deveriam surtir algum efeito. Converse com o pediatra e veja se pode trocar o remédio. Outra idéia é comprar uma roupa-suspensório. É como um shorts com duas alças largas, que você prende nas laterais do berço. Assim, ele não escorrega da cama com a cabeceira elevada. Fique tranqüila, o suspensório não incomoda e pode ser usado até o primeiro ano.

    Desenvolvimento

    13. Criança cresce enquanto dorme? Lucy Chaves, Santos, SP
    Sim. É durante o sono que boa parte dos hormônios do crescimento são liberados. Por isso, elas devem dormir bem e o número de horas indicado.

    14. Quanto mais crescem, menos sono as crianças sentem? Suzana Holanda, Jaboatão dos Guararapes, PE
    Sim. À medida que crescem, bebês dormem menos. Na fase de 1 a 3 anos, há uma dificuldade natural para dormir, porque estão mais agitados. O importante é manter, sempre, a rotina de sono.

    Objetos que ajudam

    15. Minha filha, que completou 5 anos, ainda dorme com um ursinho. Isso é normal? Iná Ortega, São Paulo, SP
    As crianças deixam de lado o objeto de transição naturalmente. Até os 7 anos, a maioria já o abandonou. Deixe que ela encontre o tempo certo. O hábito facilita o sono e não tem contra-indicação.

    16. Quando abandonar o abajur? Denise Frantz, Santa Cruz do Sul, RS
    Abajur não tem contra-indicação. A luz é uma segurança para a criança, se ela acordar. A melhor é a azul, que acalma. Tire quando ela não precisar mais.

    17. Meu filho, desde bebê, só dorme se mexer no meu cabelo. Como tirar esse hábito? Patrícia Gomes, Rio de Janeiro, RJ
    Substitua o cabelo por algo de textura parecida, como um bicho de pelúcia ou um cobertor. Assim, quando ele acordar à noite, vai acariciá-lo e se acalmar. Mas seja paciente, pois ele leva até 15 dias para aceitar a mudança.

    Chás e remédios

    18. Oferecer chás de camomila e erva-doce realmente induzem ao sono? Aysha Carrim, Goiânia, GO
    Essa crença é antiga. Mas os chás têm efeito placebo. O que acontece é que o ritual de bebê-lo é tão tranqüilo que o sono chega mais rápido. Mas, lembre-se: antes dos 6 meses, o bebê deve tomar apenas leite materno.

    19. Há algum remédio que faça meu filho dormir? Janice Alves dos Santos Naves, Itumbiara, GO
    Não! A não ser em casos de distúrbios do sono, apenas uma pequena minoria de crianças precisa de remédios. Mesmo assim, há restrições: a quantia é ínfima e a indicação, só por um período, determinado pelo especialista.

    Irmão mais novo

    20. Estou grávida de três meses e aparentemente minha filha, de 1 ano e 11 meses, aceita a situação. Mas há duas semanas ela acorda no meio da noite assustada... Mônica Rodrigues da Silva, João Pessoa, PB
    Por mais que ela aceite a situação, a mudança não passa despercebida. Quando a criança se expressa bem, ela pode falar o que a incomoda. Se não, demonstra a irritação de outras formas. Ela sente medo que o irmão tome o seu lugar. Explique que ele terá outro espaço, e que o dela vai continuar o mesmo.

    Dia pela noite

    21. Meu bebê acorda de madrugada e só volta a dormir quando o dia clareia. Ele vai para a cama às 21h. Será que estou colocando-o cedo demais para dormir? Cristiane B. da Silveira Silva, Petrópolis, RJ
    Ele está dormindo na hora certa. Para evitar que troque o dia pela noite, mantenha as refeições no mesmo horário e nada de sonecas longas após o almoço. O sono da tarde não deve ultrapassar as 17h. No fim do dia, inicie o ritual do sono, preparando-o para dormir. Mas se não adiantar, fale com o pediatra.

    Sono agitado

    22. Minha filha, às vezes, acorda gritando e chorando muito. Tento fazer com que ela pare, mas é difícil. O que pode ser? Aline Brigario, Queimados, RJ
    Se ela acorda chorando e chama pelos pais, pode ser pesadelo. Nesse caso, basta acalmá-la e fazê-la dormir de novo, na cama dela. Outra possibilidade é o terror noturno: ela grita apavorada, mas continua dormindo. No dia seguinte, nem lembra. Se ela apresentar esses sintomas, deve ser examinada por um especialista. Caso não seja nenhum desses casos, é provável que seja só manha. 

    23. Quando as crianças criam uma rotina de sono? Acontece naturalmente? Ana Amélia Ferraz, Salvador, BA
    Depende dos pais. São eles que devem ensiná-la. Para começar, tente prepará-la para dormir. Desacelere depois do jantar: desligue a TV, estimule brincadeiras suaves, leia um livro. Se preferir, pouco antes do horário de dormir, dê um banho para relaxar. Depois, coloque-a no berço e espere-a adormecer. Seguindo essas medidas, ela vai dormir sozinha.

    Mamada noturna

    24. Tenho uma menina de 8 meses que acorda a cada duas horas para mamar. O que fazer para ela dormir a noite inteira? Jocimara Russi, Blumenau, SC
    Em geral, após os 4 meses, a criança não precisa mais mamar de madrugada. Dê o peito por volta das 23h. Da próxima vez que ela chorar, vá até o quarto e acalme-a no berço. Não se preocupe, é pouco provável que seja fome.

    25. Meu filho dorme no quarto dele desde bebê. Mas temos de deitar com ele até que adormeça. Augusto Prates, Pereira Barreto, SP
    Isso acontece porque ele se acostumou a dormir com os pais por perto. Uma boa forma de ajudá-lo a pegar no sono sozinho é usar um objeto de transição, como um ursinho, e contar que ele fará companhia a noite toda.

    Televisão

    26. É normal um menino de 9 anos ainda ter medo de dormir sozinho após assistir a um filme ou até mesmo a um desenho? Tânia Schad, Rio de Janeiro, RJ
    Vale para adultos e crianças: filmes de drama e terror, horas antes de dormir, podem causar pânico. E aí os personagens podem mesmo invadir o quarto, pois as chances de sonhar com eles é grande! Que tal uma opção light?

    Filho adotivo

    27. Tenho uma filha adotiva de 9 meses que está morando comigo há dois. Ela não dorme quase nada à noite, acorda várias vezes, chorando. O que eu faço? Rosandira Lemos Morais, São Luís, MA
    É possível que a criança tenha uma resistência por causa de seu histórico. Você pode ajudá-la sendo carinhosa e conversando. Reforce que vocês vão ficar juntas e, se for o caso, espere ela adormecer no berço nos primeiros meses. Isso vai deixá-la mais segura.

    Pais separados

    28. Minha filha de 10 meses não dorme antes das 22h. O fato de passar os fins de semana na casa do pai influencia? Jakeline Silva, São Paulo, SP
    Sim, se a rotina nas duas casas for diferente. Claro que não há problema se a criança dormir tarde vez ou outra. Mas no caso de um bebê, que tem o sono mais instável, os pais devem estar atentos para que isso não o prejudique. Tente conciliar os horários nos dois lares.

    29. Sou divorciada. Depois que minha filha saiu do berço, passou para a minha cama e diz que é dela... Flávia Andrade, São Paulo, SP
    O ideal é que ela tenha mesmo uma cama só dela. O fato de dormirem juntas pode trazer problemas mais tarde, se você se casar novamente. Por que não incentivá-la a ser independente?

    Games e computadores

    30. É verdade que não podemos deixá-los jogar no computador antes de dormir? Liliane Ferreira, Cataguases, MG
    Sim. Como a TV, games e computadores emitem estímulos sonoros e visuais, que mantêm a criança em estado de alerta. O sono chega tarde, quando ela está cansada, e não terá a qualidade necessária.

    Sono de prematuro

    31. Meus filhos gêmeos nasceram com 35 semanas. O sono deles, hoje com 1 ano e 8 meses, é muito agitado. Por quê? Silvia Martins, Piracicaba, SP
    Os prematuros têm um padrão de sono diferente. O tempo de adaptação vai depender da idade gestacional em que o bebê nasceu e se teve alguma lesão. Problemas neurológicos, por exemplo, podem afetar o sono, também. O que é muito comum, e isso vale para qualquer criança, é a manha. Se eles percebem que, quando choram, vocês aparecem, vão fazer isso sempre. Na dúvida, um especialista pode ajudar, sim.

    Soneca da tarde

    32. Há duas semanas meu bebê não dorme de dia. Pensei que com isso ele fosse dormir mais à noite, mas não aconteceu. Danielle Pontes, Recife, PE
    Cada criança tem um ritmo diferente e cerca de 20% não sentem necessidade da soneca da tarde. De qualquer forma, descansar à tarde, para as que gostam, é saudável. Isso não significa que as que ficam acordadas vão ser mais agitadas.

    33. Até que idade a soneca da tarde é importante? E por quanto tempo? Luciana Chaves , Brasília, DF
    Crianças com até 3 anos sentem mais necessidade de dormir à tarde. Algumas precisam por mais tempo, outras não. A quantia de horas depende de cada uma. Se a soneca não atrapalhar o sono da noite, respeite o tempo dela.

    Acordar cedo

    34. Como evitar que as crianças despertem tão cedo? Minhas filhas estudam à tarde, mas ficam sonolentas, pois acordam cedo. Marcelly Diniz, Araruama, RJ
    Dependendo da idade, elas precisam dormir até duas vezes ao longo do dia para repor as energias, além das dez horas de sono noturno. Se não for possível adaptar o horário da escola, uma boa alternativa seria uma soneca antes do almoço.

    Volta ao trabalho

    35. Comecei a trabalhar há uma semana. Minha filha de 1 ano reagiu bem, mas à noite chora. Qual o problema? Melissa Rodrigues, Porto Alegre, RS
    Pode ser a ausência da mãe. Explique para ela que você sempre vai voltar depois do trabalho e, por um tempo, vá até o quarto dela e espere que ela durma. Isso vai deixá-la segura de novo.

    Sono de gêmeos

    36. Tenho filhos gêmeos, de 5 anos. Toda noite é um drama: um não deixa o outro dormir. Dá para resolver sem separá-los? Maria Izabel de Almeida, Brasília, DF
    Sim. Como em outros casos, os pais devem prepará-los para o sono. Horas antes, tente desacelerá-los. Evite qualquer tipo de estímulo, como brincar e assistir à TV. Na hora de dormir, leia um livro e se despeça. Deixe claro que é hora de descansar, não de brincar! Seja firme. Se preciso, fique por um instante.

    Brincar de madrugada

    37. O que fazer quando meu filho quer brincar de madrugada? Cibelly Carvalho, Alfenas, MG
    Você tem três opções. A primeira é ter um momento para brincar com seu filho de dia, antes de dormir. Aí, você lhe explica que aquele é o momento da diversão. A segunda é acalmá-lo e esperar ao lado dele até que o sono chegue. A terceira é, vez ou outra, brincar mesmo. Mas isso não pode virar hábito!

    Grude no pai

    38. Meu filho só quer dormir com o pai. Meu marido deixa ele vir para nossa cama e isso me irrita, pois atrapalha o casamento.Maria Simone lameira Lima, São Paulo, SP
    É saudável que a criança goste da companhia do pai. O problema não é o seu filho, mas o pai, que permite que ele durma com vocês. Converse com seu marido e explique o quanto isso prejudica o casal. O mesmo vale quando a mãe é quem traz o filho para a cama.

    Chorar até dormir

    39. Posso deixar uma criança no berço ou na cama chorando até que pegue no sono? Há pais que defendem tal medida. Rosimeire Santos, São Paulo, SP
    A criança não vai sofrer, nem ficar traumatizada. Essa prática ficou popular ao ser defendida no livro Nana, Nenê (Ed. Martins Fontes), de Eduard Stivill e Sylvia de Bejar. Pode ou não dar certo. Vai depender mais dos pais que da criança. Se você conseguir tolerar o choro dela por alguns minutos, tudo bem. Senão, tente acalmá-la sem tirá-la do berço.

    40. Minha filha dorme vendo TV. Tudo bem? Alessandra Martins, São Paulo, SP
    A TV é péssima para fazer criança dormir. Ela emite estímulos luminosos e sonoros, que a deixa mais ligada. Quando dorme, é de cansaço, e o sono perde a qualidade e fica agitado.

    41. Meu filho de 3 meses chora para dormir. Esta noite, deixei-o no carrinho por 5 minutos, chorando. Pode ser traumático? Tereza Aguiar, por e-mail
    Um bebê costuma chorar por três motivos: fralda suja, fome ou cólica. Cheque as alternativas e, se preferir, deixe-o no berço para dormir sozinho. Ele não vai ficar traumatizado por isso. Às vezes, o motivo do choro pode ser a ansiedade dos pais. Tente se acalmar, que vai dar certo.

    Peito = chupeta?

    42. Minha filha só dorme mamando no peito. O que faço? Geane Arruda, Rio de Janeiro, RJ
    Uma alternativa, se o pediatra concordar, seria usar uma chupeta de verdade.

    43. Por que as crianças dormem no colo e, quando são colocadas no berço, acordam? Kelly Pereira, Belo Horizonte, MG
    Porque foram habituadas. Além disso, no estágio inicial do sono, acordamos facilmente. Melhor deitá-las quando estiverem sonolentas, ainda acordadas.

    Coberta

    44. Minha filha dorme bem, mas não gosta de ser coberta. Para compensar, coloco um pijama quente. Só que, às vezes, ela choraminga de frio. Se cobri-la, ela acorda...Virgínia Ferreira, Goiânia, GO
    Continue caprichando no pijama. Outra solução é adequar a temperatura ambiente com um aquecedor.

    Deixar o berço

    45. Quando um bebê deve passar do berço para a cama? Tatiana Barbosa, São Paulo, SP
    Por volta dos 2 anos, já pode dormir em cama com grade. Caso ameace pular do berço antes disso, adiante o processo.

    Criança doente

    46. Meses atrás, por causa de um resfriado forte, deixei meu filho dormir na minha cama por uns dias. Agora não consigo mais fazê-lo dormir no berço... Luciana Denardi, Ibiúna, SP
    Sempre que a rotina for alterada, seja por doença ou viagem, a família deve retomá-la o quanto antes. Não faz mal que ela durma com os pais em situações assim, mas não há necessidade. Se vocês quiserem lhe dar mais atenção nesse período, fiquem no quarto dele até que adormeça ou façam um revezamento, à noite, para checar se está tudo bem.

    Falar ao dormir

    47. Por que algumas crianças falam quando estão dormindo? Keli Neves, Guarulhos, SP
    Acontece com os adultos também. Não é um problema, nem atrapalha o sono.

    Resistência

    48. Mesmo com muito sono, minha filha resiste: segura os olhos com os dedos. Ela só vai para a cama com insistência. Jane Bekman, Jacareí, SP
    É preciso criar uma rotina de sono agradável, para que ela relacione o período a algo gostoso. Além das dicas já comentadas, vocês podem falar o quanto é legal sonhar e da importância do sono para crescer, entre outras coisas positivas.

    49. Por que as crianças fazem manha quando estão com sono e simplesmente não fecham os olhos e dormem? Sonia Fontana Bicci, São Paulo, SP
    Elas têm de aprender a dormir — isso mesmo! Precisam de rotina, com horários bem definidos. Se são estimuladas antes de dormir, o sono demora a chegar. O ambiente tem de ser tranqüilo.

    Medo

    50. Eu não consigo colocar minha filha para dormir na cama dela. Ela diz que tem fantasmas e monstros. O que faço? Andrea de Souza, Santos, SP
    Situações que as crianças vêem na TV ou vivem no dia-a-dia influenciam o sono. Descubra o que a está assustando e deixe o abajur aceso, se precisar.

    Enquanto a criança dorme, o cérebro trabalha

    • Nas fases 3 e 4, período de sono profundo, o hormônio do crescimento é liberado

    • O índice de cortisol, o hormônio do estresse, diminui no início do sono e aumenta no final, atingindo seu pico de manhã. Se a criança dorme pouco, o padrão desse hormônio é alterado e, no dia seguinte, pode ficar agressiva e desatenta

    • A produção de leptina ajuda a controlar a sensação de saciedade. Se dormimos pouco, produzimos menos quantidade desse hormônio, o que favorece a obesidade

    • Outra substância importante é a melatonina, que regula o sono. Ela depende do ciclo claro-escuro. Sua síntese aumenta à noite, na ausência de luz, daí a importância de dormirmos em um ambiente escuro

    Fonte: Revista Crescer

     



    Por Rosa Maria de Freitas Rogerio

    Sono, Preguiça

    Akira Ueno/Luiz Tatit

    Sono
    Preguiça
    Não tenha
    Medo não
    Fique calmo
    Tranquilo
    Pegue na 
    Minha mão
    Sono
    Preguiça
    Tudo isso
    É muito bom

    A rotina do bebê na instituição de Educação Infantil é repleta de atividades que lhe oferecem diversas experiências de aprendizagem e que vão influenciar diretamente o seu desenvolvimento. O sono, ou momento de descanso, deve fazer parte dessa rotina porque ele confere uma mudança na atividade do corpo na qual o cérebro trabalha selecionando as memórias e elaborando os processos mentais de aprendizagem (TRINDADE, 2007, p. 141). Além disso, o sono desempenha um papel fundamental no desenvolvimento físico e emocional de crianças e adolescentes que estão num período de intenso aprendizado e desenvolvimento (NATAL, 2009). 

    A partir das considerações acima, a hora do sono assume posição de destaque na instituição de Educação Infantil visto que ela precisa ser planejada e bem organizada para que possa oferecer aos bebês condições favoráveis de sono e descanso. Sobre essa questão das condições do sono Geib (2007) coloca que a imensa vulnerabilidade a que estão expostos os lactentes no processo de maturação exige um meio ambiente capaz de proporcionar as condições biológicas e sociais indispensáveis a sua sobrevivência saudável. Entre essas condições está o sono. A maturação dos estados de sono e vigília inicia na vida fetal e presume-se que seja biologicamente determinada. Nos primeiros anos de vida processam-se as mudanças na organização temporal e na estrutura do sono.
    O bebê que frequenta a instituição de Educação Infantil vai passar por esse processo de organização temporal e estrutural do sono na sua casa e na instituição. Isso implica a necessidade de se conhecer os hábitos familiares de cada criança a fim de se traçar condições similares para a hora do sono da criança na instituição. É notório que a instituição de Educação Infantil não terá como oferecer a cada bebê as mesmas condições de sono que este tem em casa, mas ela deverá se esforçar por encontrar condições que permitam aos bebês dormirem naturalmente. Diante disso, o sono nunca deve ser uma coisa imposta e os profissionais de educação deverão planejar as atividades oferecidas aos bebês levando em consideração o momento do descanso dentro dessa rotina de atividades.
    Os estudos de Geib (2007) sobre o sono dizem que ele é definido como um estado cerebral ativo que consiste de dois estados diferentes e quantitativamente mensuráveis, os quais envolvem mecanismos bioquímicos e modificações dos processos fisiológicos, acompanhadas por mudanças eletroencefalográficas características e por imobilidade postural imediatamente reversíveis por estimulação externa. É, portanto, uma interação complexa de processos fisiológicos e comportamentais.

     Cabe à instituição de Educação Infantil oferecer condições adequadas de descanso para que o bebê possa organizar sua estrutura de sono. Que condições seriam essas?

    A maioria das instituições não dispõe de uma sala reservada apenas para a atividade do descanso, nesse caso é necessário que os educadores organizem a sala, onde o bebê passa a maior parte do dia, para a hora do sono. O ambiente deve ser tranquilo e silencioso e de preferência estar na penumbra, para que as crianças não se distraiam com estímulos visuais. O local onde a criança vai dormir pode ser o colchonete devidamente forrado e limpo ou o próprio berço – é cada vez menos comum a utilização deste móvel nas instituições de Educação Infantil. 
    A rotina do sono pressupõe que os bebês dormirão ao mesmo tempo, durante o período estipulado pelos educadores, porque dificilmente há nas creches e nos Centros de Educação Infantil espaços suficientes para algumas crianças dormirem e outras participarem de atividades diversas. O sono é um momento coletivo na instituição de Educação Infantil e isso faz parte da rotina do lugar. Diante disso, como levar mais de dez bebês a dormir ao mesmo tempo? 

    Embalando-os. Ninando-os. Acolhendo-os em seus colchonetes. André Trindade (2007, 141) diz que o embalar está presente de diversas maneiras, nas mais diferentes culturas, como um gesto genuíno, humano e universal. Quando eu fui professora no berçário e, junto com minhas duas colegas de trabalho, tínhamos que ninar vinte e sete bebês ao mesmo tempo, nós apagávamos a luz da sala, de modo que ficasse uma penumbra, colocávamos uma música tranquila e bem baixinha ao fundo, e íamos acolhendo cada bebê no seu colchonete. Logo depois do almoço e da higiene, os bebês entravam na sala e ficavam sentados no tapete de EVA esperando pela vez de serem acarinhados e acolhidos no colchonete. Alguns bebês já iam direto para a caminha. Após colocar um a um em seu colchonete, nós já cobríamos e acarinhávamos cada um. Isso fazia com que alguns já pegassem no sono antes mesmo de serem embalados, ninados. 
    Nós três educadoras sentávamos em posições estratégicas próximas a vários colchonetes e embalávamos duas ou três crianças ao mesmo tempo. O processo de levar os bebês a pegar no sono demorava cerca de vinte minutos. Uma ou outra criança levava um pouquinho mais de tempo para pegar no sono, então dávamos mais atenção a ela. Havia crianças que se ‘lembravam’ da mãe nessa hora, que até choravam, que pediam para ir para casa, o momento do sono é tão acolhedor, tão íntimo que a maioria das crianças se lembrava da ‘dormida’ em seus lares. Cabe ao educador acalentar a criança e niná-la para que ela se acostume a dormir fora de casa. Dormir fora de casa é um grande desafio para a criança e esta precisa se sentir segura e protegida para que se entregue ao sono.
    Já tive aluninhos que se recusavam a dormir e que não tinham sono. Como eu não podia abandonar a sala com os outros bebês que estavam dormindo, eu organizava um pequeno cantinho com brinquedos e/ou livros para que o insone pudesse ficar enquanto os coleguinhas dormiam. Sempre deu certo. O importante é respeitar o ritmo biológico de cada um na medida das condições da instituição de Educação Infantil.

    Sobre a questão da necessidade de sono na criança pequena, Geib (2007) fala que apartir dos seis meses, há uma diminuição progressiva de sono diurno paralelamente à reorganização do sono noturno. As sestas diminuem de três a quatro para duas aos 12 meses, desaparecendo totalmente entre os dois e sete anos de vida. 
    Há crianças que tem mais necessidade de sono que outras, mesmo estando na mesma faixa etária. Isso demanda sensibilidade e atenção por parte dos educadores que devem respeitar o ritmo de cada criança. O ideal é que haja na sala um cantinho onde a criança possa descansar quando sentir necessidade enquanto os demais bebês participam de outra atividade. O educador precisa estar atento às mudanças no sono dos bebês. Normalmente os bebês ficam ‘molinhos’, ‘sonolentos’ quando estão resfriados, com febre ou com outro sintoma de doença e/ou reação a vacinas. Nesses casos, é melhor comunicar a família o estado do bebê e pedir orientação a ela sobre como proceder. 
    Além do ambiente, do local de dormir e do acolhimento adequado, os educadores que trabalham com bebês que têm entre quatro meses e dois anos de vida, devem estar bem atentos à posição como colocar as crianças para dormirem. A posição mais sugerida pelos pediatras é a de decúbito lateral, em outras palavras, essa é a posição em que a criança dorme deitada de lado. Diante dessa questão Trindade (2007, p. 142) diz que é preciso alterar os lados para que ele não durma sempre sobre o mesmo. Apoios como rolos e pequenas almofadas evitam que o bebê passe para a posição de bruços, deitado sobre a barriga, que tem sido contra-indicada pela maioria dos médicos e hospitais. Isso não quer dizer que durante a atividade de vigília ele não possa passar por essa posição. 

    A hora do sono é um momento fundamental para o desenvolvimento dos bebês e deve ser pauta das reuniões pedagógicas e do planejamento da instituição de Educação Infantil, para que esta possa oferecer condições adequadas e acolhedoras de sono para as crianças. A família deve ser ouvida e os hábitos de sono da criança devem ser levados em consideração na creche ou no Centro de Educação Infantil. Paninhos, fraldas, chupetas devem ser oferecidas às crianças que fazem uso desses objetos em casa. Os educadores podem estimular a criança a dormir sem precisar fazer uso desses objetos, mas isso deve ocorrer de forma gradual e natural, para não causar traumas às crianças.
    Preparar um ambiente acolhedor e tranquilizador para os bebês se entregarem ao sono é um ato de amor e de cuidado. Quem trabalha com crianças pequenas sabe que a criança que não descansa, e/ou que não dorme durante sua rotina escolar, costuma apresentar comportamento irritadiço. O sono é um grande aliado para o bom desenvolvimento do bebê e deve ser objeto de estudo e planejamento por parte da instituição de Educação Infantil que respeita os ritmos biológicos e culturais das crianças e que prima por uma educação infantil de qualidade.

    Referências
    GEIB, Lorena Teresinha Consalter. Desenvolvimento dos estados de sono na infância.Rev. bras. enferm. Brasília,  v. 60,  n. 3, Junho 2007. Disponível em: 
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000300014&lng=en&nrm=iso

    NATAL, César L. et al . Gender differences in the sleep habits of 11-13 year olds. Rev. Bras. Psiquiatr.,  São Paulo,  v. 31,  n. 4, Dec.  2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462009000400013&lng=en&nrm=iso
    TRINDADE, André. Gestos de cuidado, gestos de amor: orientações sobre o desenvolvimento do bebê. São Paulo: Summus, 2007.

    Rosa Maria de Freitas Rogerio é Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP e Coordenadora Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
    E-mail:  rosarogerio@yahoo.com.br










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  • Sugestões de Atividades Motoras II
    Sugestão de Atividades com corda...

    FOGUINHO

    Duas crianças devem segurar a corda enquanto uma pula. A brincadeira consiste em acelerar a velocidade quando falam a palavra "foguinho". Duas pessoas giram a corda enquanto as crianças cantam: Salada, saladinha Bem temperadinha Com sal, pimenta, fogo e foguinho!



    SEU NAMORADO

    As crianças entram com a corda em movimento sem tocá-la e vão cantando as perguntas: Qual a cor do seu namorado (a)? Negro, branco, louro ou moreno? Qual a cor dos olhos dele (a)? Verde, azul, castanho ou preto? Quantos anos ele (a) tem? É dado o início da contagem: um, dois, três etc. até o jogador errar, isto é, tocar a corda em movimento.


    O PADEIRO

    Duas crianças seguram uma corda, cada uma de um lado, enquanto outra pula no meio (se a corda for grande mais crianças podem pular) e começam todos a cantar: Quem é? / É o padeiro. O que quer? / Dinheiro. Pode entrar que eu vou buscar o seu dinheiro, lá debaixo do travesseiro na cama de solteiro. As crianças que estão segurando a corda devem começar a bater mais forte, enquanto contam o número de vezes que giram a corda até alguém errar ou tocar a corda em movimento.


    OUVINDO OS SONS

    Atividade: colocar ouvintes, de olhos vendados, em um ambiente que não conhecem e fazer que o descrevam apenas escutando-o.
    Dicas: auxiliar os participantes que estarão vendados até o lugar escolhido. Sentar no chão
    Se o líder fizer as perguntas certas, logo será possível vê-lo muito claramente com os ouvidos.
    Permaneça em silêncio por alguns momentos, com os olhos fechados, e ouça os sons abaixo de sua pele. Quantos dos seguintes sons você ouviu?

    Dica: respiração
    Batidas do coração/sons do estômago/sons de engolir/estalar de ossos/músculos/ zumbido no ouvido



    JOGO DE VOZES

    Quatro grupos. O grupo 1 é formado por lobos. O grupo 2 é dos cavalos. O grupo 3 e das vacas. E o grupo 4, dos galos. Misture todas as pessoas. De olhos vendados ou fechados, cada pessoa deve localizar todos os outros membros de seu grupo, fazendo os sons apropriados e escutando os que correspondam ao seu animal. Quando encontrarem um companheiro, deem-se as mãos e continuem procurando pelos outros.

    Todos devem fechar os olhos e, quando o líder bater no ombro de cada pessoa, ela deve dizer o próprio nome. Depois de cerca de seis nomes terem soado, peça ao grupo para apontar cada pessoa, à medida que você diz seus nomes, ao acaso.

    MAESTRO

    Dispor as crianças em círculo, sentadas.

    Desenvolvimento

    Afastar uma criança do círculo.
    Escolher outra criança para comandar diferentes movimentos, o maestro, que deve ser imitada por todos os colegas.
    A criança afastada retorna e se coloca no interior do círculo para adivinhar quem é o maestro, isto é, quem comanda os movimentos.



    COZINHEIRO

    Material: 1 lenço, 1 giz.

    Formação
    Escolher um estudante para ser o cozinheiro.
    Traçar no chão um círculo para cada criança (ingrediente), exceto para o cozinheiro.

    Desenvolvimento
    Os ingredientes, no interior dos círculos, seguem os comandos do cozinheiro.
    O cozinheiro prepara a sopa andando em volta dos ingredientes, tocando-os com um lenço.
    Os ingredientes escolhidos seguem o cozinheiro até este tocar em todos os colegas e gritar:
    - Sopa pronta!
    Neste momento, todos correm, inclusive o cozinheiro, com o objetivo de ocupar os círculos vagos. O estudante que sobrar será o próximo cozinheiro.


    CÍRCULO DUPLO

    Material: aparelho de som; músicas infantis.

    Formação
    Dispor as crianças em dois círculos; um dos dois círculos deve ter uma criança a mais;
    Os círculos giram em sentidos opostos: um para a direita e outro para a esquerda, no ritmo de uma música.

    Desenvolvimento
    Ao sinal do professor, ou quando parar a música, os círculos param de girar e cada criança procura um colega do outro círculo e o abraça.
    Uma criança sempre fica sem par.
    Cada vez que a atividade é reiniciada, as crianças devem escolher um colega diferente para abraçar.
    Obs: os movimentos no círculo, ao som da música, podem variar: na ponta dos pés, com um pé só, correndo.
    A criança que fica sem par pode fazer uma estátua maluca que os demais devem copiar. O professor pode até indicar diferentes posições para isso (sentada, deitada, ajoelhada, etc).



    PINÇAS

    Material

    1 folha de papel quadrada;
    Formação
    Dispor as crianças em fileira, sentadas. Entregar um papel quadrado ao primeiro da fileira.

    Desenvolvimento

    O primeiro da fileira deve dobrar o papel duas vezes, utilizando somente os dedos polegar e indicador das duas mãos. Depois de dobrado, o estudante passa o papel ao colega, que o desdobra utilizando somente os dois dedos.
    O terceiro dobra o papel da mesma forma e o quarto age como o segundo, e assim por diante.



    VOO DA BORBOLETA

    Material
    Aparelho de som; música instrumental suave; latas; saquinhos de areia, copinhos, bastões.

    Formação
    Dispor as crianças em uma fileira, representando borboletas. À frente delas, a 10m aproximadamente, colocar diferentes objetos representando flores, um para cada criança.
    Colocar música instrumental suave.

    Desenvolvimento
    Ao sinal do professor, as crianças, na ponta dos pés e braços balançando, imitando o vôo da borboleta, encaminham-se, ao ritmo da música, às flores.
    O professor, lentamente, baixa o volume da música, caracterizando o pôr-do-sol.
    As borboletas devem chegar às flores antes que o Sol se ponha.
    Quando as borboletas chegam às flores, o professor comanda: Uma volta completa na sua flor; uma volta completa na flor do colega à sua direita (indicar o lado, fornecendo um ponto de referência); uma volta completa na flor do colega à sua esquerda; bater com as asinhas na sua flor.
    O retorno deve ser lento, ao som da música.



    OBJETOS EM EQUILIBRIO

    Material

    Aparelho de som/ bolas de papel/ música ritmada/saquinhos de areia/folhas de jornal/ lápis ou canetas/caixas de fósforo

    Formação
    Dispor as crianças livremente, ao som de uma música, sem sair dos seus lugares.

    Desenvolvimento
    O professor distribui às crianças objetos diversos e comanda as atividades, realizadas sempre ao ritmo da música.
    - equilibrar o objeto no braço;
    - equilibrar o objeto na cabeça;
    - equilibrar o objeto no ombro;
    - equilibrar o objeto no pé;
    - equilibrar dois objetos ao mesmo tempo, em duas partes com o corpo.
    O equilíbrio pode ser realizado,ao ritmo da música, curvado, deitado, de costas ou de frente, etc.


    COM QUEM ESTÁ O GATINHO?

    1 lenço ou venda

    Formação
    Pedir ás crianças que se sentem no chão.
    Escolher dois estudantes: um deve ser retirado da sala, ou ter seus olhos vendados, e o outro torna-se o gato.

    Desenvolvimento
    O estudante entra na sala, fica de costas para o grupo e pergunta:
    - Vocês viram meu gatinho?
    - Sim. – a turma responde
    - Com quem ele está? – o estudante pergunta
    Em resposta, o gato mia três vezes. O estudante tem três chances para adivinhar quem miou. Se ele acerta, troca de lugar com este colega. Se erra, outro é escolhido para sair da sala ou ter os olhos vendados.



    CAMALEÃO

    Formação
    Coloca-se uma criança (camaleão) virada de costas. As outras crianças ficam à vontade, distantes do camaleão.

    Desenvolvimento
    Ao sinal de início do jogo, as crianças perguntam em coro àquela que está de costas: “Camaleão, de que cor?”. O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo: azul. Mal diz a cor, o camaleão vira-se e começa a correr atrás dos colegas, que fogem.
    Ao fugir, as crianças procuram um objeto da cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as pode caçar. Só pode caçar aquelas que ainda não se livraram, ou seja, não tocaram a cor escolhida.
    Se quando perguntado: Camaleão, de que cor? – este responder: cor de burro quando foge; as crianças ficam quietas, não podem fugir. Aquela que se mexer perde e passa a ser o novo camaleão.



    ACHAR O PAR

    Dispor as crianças em ala de frente, formando pares e dando-se as mãos.

    Desenvolvimento
    Os estudantes de uma das colunas soltam as mãos dos seus pares, viram as costas e caminham uns dez passos à frente.
    Enquanto isso, os outros trocam rapidamente de lugar.
    Ao sinal do professor, os estudantes que caminham para longe de seus pares têm de encontrá-los o mais rápido possível, dando-lhes as mãos.
    Na procura de seus companheiros, não podem esbarrar ou encostar nos colegas.
    A atividade continua, variando-se as formas de deslocamento.





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  • Sugestões de Atividades Motoras I  TIRE UM IGUAL A ESTE


    Material: 1 lenço e vários objetos de tamanhos e formatos diferentes.
    Formação: Uma criança destacada de olhos vendados.

    Desenvolvimento: Dá-se um objeto à criança que está de olhos vendados para que ela o segure. Coloca-se este entre os outros. Tira-se em seguida a venda dos olhos da criança e mande que ela olhe para todos e retire o objeto que segurou do meio dos outros.

     QUEM SOU EU?

    Preparação: Círculo; crianças sentadas no chão no centro fica uma criança de olhos vendados.

    Desenvolvimento: Ao sinal do professor um dos companheiros da roda faz a pergunta: “__ Quem sou eu?” A criança de olhos vendados, indica a direção da voz e responde: “__fulano”. Se acertar escolhe seu substituto.



     QUANDO EU CHEGAR EM CASA:

    Formação: Em semicírculo as crianças assentam-se, destacando um em pé.

    Desenvolvimento: A criança escolhida, vira-se de frente para o grupo e diz: “__ Quando eu chegar em casa eu vou......” e executa três gestos como: lavar as mão, comer, dormir, etc. Em seguida aponta um companheiro para dizer, em ordem, o que ele vai praticar. Acertando vai substituí-la, caso contrário a própria criança destacada escolhe o seu substituto.



     PALITINHOS:

    Material: 3 palitos de fósforos por pessoa que for brincar.

    Desenvolvimento: A brincadeira consiste em acertar-se o número de pontos que está na mão do adversário, ou dos adversários, somando aos seus. Para isso, cada jogador utiliza-se de 3 palitos, no máximo, podendo em cada partida colocar na mão todos os 3. Caso contrário jogará com 2, com apenas 1, e ainda poderá sair jogando com a mão vazia, ou seja, zero ponto (sair de lona), deixando os palitos escondidos na outra mão. O jogo começa quando os participantes expõem uma das mãos fechadas, com os palitos, para que cada um dando um palpite adivinhe a quantidade de palitos contidos nas mãos dos adversários juntadas aos da sua. Depois de todos dizerem um número, pela ordem, abrem a mão, para a soma dos pontos.


     ONDE ESTÁ O CHOCALHO?

    Material: Um chocalho, uma venda de pano e lenços de papel.

    Formação: As crianças formam uma roda, sendo uma destacada para ir ao centro e ter os olhos vendados.

    Desenvolvimento: Para iniciar o jogo, a professora entrega o chocalho, sem fazer ruído, a uma das crianças da roda. Esta passa a agitá-lo, enquanto a do centro, guiada apenas por tal som, deve descobrir a colega que tem o chocalho. Se acertar recebe palmas e escolhe um companheiro para substituí-la na repetição do jogo. ( No caso de demonstrar dificuldade, a professora, habilmente, procurará ajudá-la, com pistas).



     NARIZ CONTRA NARIZ:

    Material: 2 caixas de fósforos vazias

    Formação: Duas filas separadas por um espaço razoável, contendo cada fila um número igual de crianças.

    Desenvolvimento: Os primeiros de cada uma das filas colocarão uma caixa de fósforo sobre o nariz e tentarão passa a caixa sem o auxílio das mãos, para o nariz da criança que está ao seu lado. Esta, recebendo a caixa, passará adiante, da mesma forma. A fila que terminar primeiro fará 1 ponto. Assim sairá vencedora a fila que fizer maior número de pontos.



     JOGO DAS ROLHAS:

    Material: Rolhas (ou caixinhas de fósforos, ou pedrinhas)

    Preparação: Crianças numeradas em roda dentro da qual se coloca, no chão, várias rolhas em número ímpar.

    Desenvolvimento: O professor chama 2 números consecutivos e as duas crianças saem imediatamente em direções opostas. Correndo, contorna o círculo, e, ao completarem a volta, penetram nele pelos seus próprios lugares. Procurarão então apanhar as rolhas com a máxima rapidez.
    Vitória: Caberá aquele que conseguir juntar maior número de rolhas.




    BARBANTES DIVERTIDOS

    Prepare o material: corte vários pedaços de barbante em tamanhos diferentes e dê um nó nas pontas para fechá-los. Depois, faça algumas solicitações para as crianças. Veja a sequência:

    1. Coloque oito barbantes no chão, em círculos, formando uma fileira: o primeiro é o círculo maior, o próximo é um pouco menor e assim por diante. O último (oitavo) deve ser o círculo menor de todos.

    2. Explique a regra: um a um, todos terão de andar na fileira de barbantes, pisando dentro dos círculos. No 1º barbante, pode-se pisar com os dois pés, depois, conforme o espaço disponível em cada círculo, as crianças terão de refletir sobre como continuarão pisando (mudar para só um pé, pisar apenas com o calcanhar etc.). Nos últimos dois círculos, que são bem pequenos, elas terão de pisar ou com o calcanhar, ou com a ponta dos pés. Depois que todos tiverem participado, pode-se repetir a regra, mudando a parte do corpo. Observe se eles entenderam o jogo e colocaram primeiro as duas mãos, depois só uma etc.

    3. Agora você monta com os barbantes figuras geométricas: um quadrado, um retângulo e um triângulo. As crianças contornarão as figuras, andando sobre suas linhas. Pergunte: sobre quantas linhas vocês andaram no quadrado? São linhas retas ou têm curvas? O triângulo em pontas? E quantas linhas? E o retângulo? As linhas têm todas os mesmos tamanhos? Andem nas maiores, depois nas menores.

    4. Em um terceiro momento, distribua barbantes soltos para as crianças e peça para que cada uma delas faça um desenho no chão (a partir dos 3 anos e meio a criança já consegue formar uma figura a seu modo). Este é um momento de exploração do material, em que a professora deve interferir pouco, mas mantendo-se próxima aos alunos, especialmente para que os menores não levem o barbante à boca, nem tentem mastigá-lo. Esta parte é recomendada aos maiores de 4 anos.

    5. Por último, pode-se ir ao papel com duas propostas. Para os menores (3 e 4 anos), mostre algumas folhas de papel com barbantes diferentes colados e peça para que eles passem o dedo, percorrendo o contorno dos desenhos. Eles podem fazer isso com uma das mãos (dedo a dedo) e depois com a outra. Para os maiores (5 e 6 anos), dê uma folha para que eles colem o barbante, compondo um desenho.


    CIRCUITO DAS BOLAS

    Materiais:
    Dois baldes ou bacias de plástico, dois potes de plástico, quatro latas de achocolatado vazias, dois potes, dois copinhos de café descartáveis, duas bolas de plástico médias ou de borracha no 12, duas bolas similares menores que as primeiras, duas bolinhas de tênis, duas bolinhas de pingue-pongue e duas bolinhas pequenas de isopor


    BOLAS AO ALVO

    1ª estação: divida a turma em duplas e peça para as crianças ficarem uma de frente para a outra. Entregue uma bola de plástico média ou de borracha a cada dupla. Ao sinal do apito, a dupla jogará a bola entre si sem deixá-la cair no chão. Realize a mesma atividade com bolas menores. No dia seguinte continue a brincadeira a partir da segunda estação.

    2ª estação: coloque dois baldes um ao lado do outro e forme duas fileiras de alunos na frente deles a uma distância de quatro passos. Eles deverão acertá-los com bolas de plástico. Cada uma terá duas chances. Quando todas tiverem tentado, mude de estação.

    3ª estação: substitua os baldes por potes de plástico vazios e utilize bolas menores que caibam neles.

    Dica: como os potes são mais leves, fique por perto para levantá-los quando caírem.

    4ª estação: substitua os potes da estação anterior por latas de achocolatado e utilize bolinhas de tênis.

    5ª estação: substitua as latas por potes menores e use bolinhas de pingue-pongue.

    Dica: nessa atividade será necessário segurar os copinhos enquanto as crianças arremessam, pois são muito leves.

    6ª estação: para finalizar, substitua os copos anteriores por copinhos de café e utilize bolas de isopor bem pequenas.


    PULAR E PULAR!
    1. Pular cobrinha: segure a corda pela ponta e faça ondulações horizontalmente no chão, começando com ondas pequenas e aumentando o tamanho gradativamente, sempre desafiando as crianças a saltar sem deixar que a corda as toque.

    2. Aumenta, aumenta: segure com um estudante as extremidades da corda e desafie as crianças a pular. A corda inicialmente estará tocando o chão, mas deverá ser erguida toda vez que o grupo todo conseguir saltá-la.

    3. Reloginho: forme uma roda com as crianças e fique no centro segurando a corda pelas duas pontas. Vá girando e arrastando uma das pontas pelo chão como se fosse o ponteiro de um relógio. As crianças devem saltar o ponteiro sem deixar que ele toque seus pés.

    4. Zerinho: gire a corda com mais um aluno enquanto as outras crianças devem tentar atravessar para o outro lado passando por baixo da corda correndo, sem saltá-la.

    1. Um homem bateu em minha porta: Um homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores, ponham a mão no chão (a criança que está pulando deve tentar encostar a mão no chão enquanto pula). Senhoras e senhores, pulem de um pé só (a criança que estiver pulando deve tentar pular com apenas um pé). Senhoras e senhores, deem uma rodadinha (a criança roda, ficando do lado oposto). E vão pro meio da rua. (a criança sai para outra entrar na brincadeira e começar tudo de novo).

    2. Roda, Valete e Rei: duas crianças seguram a corda e cantam: um, dois, três. Enquanto isso, quem está no meio pula, intercalando os números. Todos continuam cantando: roda, valete, rei, e quem está pulando tem que tomar cuidado para não se enroscar. Prosseguem cantando: quatro, cinco, seis e depois o verso roda, valete, rei novamente. Seguem contando os números sempre de três em três intercalando com o verso, até alguém errar.

    
    BOAS BRINCADEIRAS!!!
     
     
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ONDE NOSSOS PÉS PISARAM...

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LOCAL: Escolas Estaduais de abrangência da 15ª CRE
ANO: 03/2012 - 12/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores das Escolas Estaduais.
- Bloco Inicial da Alfabetização: 1ºao 3º anos do Ensino Fundamental.
- Ensino Médio Politécnico.
Foram atendidas 41 escolas da região do Alto Uruguai, totalizando mais de 500 horas de formação.



LOCAL: Prefeitura Municipal de Barão de Cotegipe/RS
ANO: 09/2012 -11/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino - Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais

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LOCAL: Associação de Amparo a Maternidade e Infância - ASSAMI Erechim/RS
ANO: 02/2012-08/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores e coordenadores da Educação Infantil

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LOCAL: Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Erechim/RS
ANO: 03/2012 - 11/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da Instituição

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Itatiba do Sul/RS
ANO: 02/2012- 09/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino e professores estaduais

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Faxinalzinho/RS
ANO: 03/2012- 07/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino

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.LOCAL: Prefeitura Municipal de Getúlio Vargas/RS
ANO: 2012
ATIVIDADES: Oficinas no Fórum Nacional de Educação

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LOCAL: Prefeitura Municipal de São Valentim/RS
ANO: 02/2012 06/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada de Professores

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LOCAL: Centro Educacional e Cultural Algodão Doce/Concórdia-SC
ANO: 06/2009 - Atual
ATIVIDADES: Assessoria Pedagógica na Instituição e Formação de Professores da Educação Infantil

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Erechim/RS
ANO: 06/2010 - 10/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os Coordenadores e Professores dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental;Formação dos Professores da Educação Infantil; Assessoria na elaboração dos Planos de Ensino do Ensino Fundamental

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Marcelino Ramos/RS
ANO: 10/2010 - 12/2012
ATIVIDADES: Formação Continuada com os professores da rede municipal de ensino;Assessoria na elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas;Assessoria na elaboração dos Planos de Ensino do Ensino Fundamental

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Maximiliano de Almeida/RS
ANO: 02/2011- 07/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores da rede municipal de ensino

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LOCAL: Prefeitura Municipal de Viadutos/RS
ANO: 04/2011 - 11/2011
ATIVIDADES: Formação Continuada para os professores do sistema municipal de ensino

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